<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242</id><updated>2012-02-02T18:06:42.031-08:00</updated><title type='text'>Midnight Land</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-8712094540911518391</id><published>2011-07-20T10:00:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T10:00:22.975-07:00</updated><title type='text'>A hora de buscar ajuda</title><content type='html'>Eu já fui um bocado estúpido nessa vida. Não tenho um mísero pingo de auto-estima faz muitos anos, mas mesmo assim não dava o braço a torcer sobre algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns bons anos atrás minha mãe ameaçou me levar num psicólogo. Sim, ameaçou, é a palavra certa. Isso por causa do meu jeito meio fechado de lidar com o mundo na época, de eu ser bastante desleixado e diferente demais do "modelo" qu eu deveria seguir. Eu respondi para ela, no alto da minha arrogância dos 11 anos, que eu até iria, mas que provaria para o piscólogo em cinco minutos que o problema era com ela e não comigo. &lt;br /&gt;Muito bem, lembro dessa cena com uma vivacidade dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos foram passando e as coisas ficaram mais complicadas. O crescimento intelectual em seus inúmeros viéses mudaram profundamento os fundamentos do que eu sentia sobre mim mesmo. A insegurança que eu trago comigo desde quando consigo me lembrar se atenuou intensamente, descambando numa baixa auto-estima que chega a limites doentios.&lt;br /&gt;Quando eu era menor ficava irritado quando me perturbavam por causa do meu jeito. Mas pouco a pouco fui perdendo isso, começando até certo ponto a concordar com as críticas, mas sem condição nenhuma de mudar. Deixei de sentir orgulho dos meus pequenos feitos escolares. Uma nota boa aqui, um elogio ali, menções honrosas acolá, nada disso me fazia sentir bem. Aliás, por muito tempo a escola me fora um refúgio, uma espécie de válvula de escape para as frustrações que eu causava em casa; mas como eu disse, isso acabou se perdendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A o tempo da escola chegou ao fim, e com ele mais uma baque emocional pesado.&lt;br /&gt;Eu já tinha escrevido aqui alguma vez que comecei a ir extremamente mal em química no final do terceiro ano, e isso foi um choque que eu não consigo exprimir completamente. Eu nunca fora um aluno brilhante, longe disso até, mas quando derrapava em alguma matéria, conseguia me esforçar e recuperava bem os pontos perdidos. Mas dessa vez eu não consegui, estudei como um condenado e só afundava cada vez nas provas. Só me formei por boa vontade da direção da escola.&lt;br /&gt;Essa situação me fez ver o quanto eu era uma farsa, alguem que conseguia enganar os outros com seus dotes intelectuais levemente desenvolvidos.&lt;br /&gt;Foi a época que começaram meus fracassos. Tentativas de tocar adiante o estudo, relacionamentos, emprego, enfim, viver. E fracassei miseravelmente em tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessas últimas semanas onde eu voltei mais uma vez a estaca zero, sem pespectivas, perdido e apenas com a rotina sem sal da minha vida depois de mais um fracasso gigantesco me dei conta que estava na hora de procurar ajuda. Mas pra falar bem a verdade já deveria ter ido fazer isso faz muito tempo.&lt;br /&gt;É nessas horas onde tu se reduz ao nada existêncial, onde o mundo é apenas um amontoado de obrigações sem sentido, que toda a arrogância some, as máscaras caem e as convicções desmoronam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas a minha mãe estava certa e eu, como sempre, fui só um completo idiota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso aqui faz sentido, eu sei. Mas nareal nada na vida faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra terminar só deixo um verso de uma música de uma grande banda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"I have no lies or truth in what I say&lt;br /&gt;there is no meaning&lt;br /&gt;the words are numb and I am so afraid&lt;br /&gt;there is no meaning"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/2kAWqHFETuw" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-8712094540911518391?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/8712094540911518391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=8712094540911518391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/8712094540911518391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/8712094540911518391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2011/07/hora-de-buscar-ajuda.html' title='A hora de buscar ajuda'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2kAWqHFETuw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-6897469221274710737</id><published>2011-03-06T15:09:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T15:09:54.400-08:00</updated><title type='text'>Hedonismo carnavalesco</title><content type='html'>Bem, não é difícil de imaginar que eu seja do tipo de sujeito que não vai muito com a cara do Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontualmente, não tenho nada contra o fato das pessoas se divertirem durante esses dias de foolguedo e adjacências; as pessoas são livros para fazerem o que melhor acharem, e se&amp;nbsp; isso as faz sentir-se bem, que o seja. O que realmente me chama a atenção nestes festejos tão caracteristicamente brasileiros (que factualemte ocorrem pelo mundo todo, mas que são mais acentuados em nossas terras tropicais, é o hedonismo ensandecido, que é de certa forma intrínseco à cultura popular e ainda por cima vendido intensamente pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente o que se convenciona chamar de Carnaval surgiu pelos idos medievais, em certos dias do ano onde as rígidas e tiranas leis clericais eram afrouxadas, deixando o povo solto e com total liberdade de festejarem ao seu bel prazer.&lt;br /&gt;Sabendo o quão era reprimida aquela sociedade, pode-se supôr a quantidade absurda de insanidades que ocorriam nesses dias festivos, onde todos os impulsos enclausurados pelas leis morais e religiosas eram expulsos sob a forma do mais completo pandemônio.&lt;br /&gt;E nos séculos que se seguiram a situação não mudou muito profundamente. Se analisarmos o "formato" do Carnaval contemporâneo, onde a ideia principal fica em torno das escolas de samba, dos blocos de rua, trios elétricos e afins, o que vemos é a quebra absoluta dos padrões que são geralmente tidos por morais. A nudez é permitida, a promiscuidade é bem vista, os abusos e excessos são o objetivo principal. E a dignidade, bem, fica hibernando até a quarta feira de cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como na Idade Média, nós brasileiros do século XXI vivemos numa sociedade absolutamente opressora. Bem menos explicitamente, diga-se a verdade, mas que sufoca tanto quanto. Somos um país de ideologia retrógrada, repletos de preconceitos e falso-moralismo. Veem-se com maus olhos negros, homosexuais, nordestinos, as classes baixas e vários outros alvos de hipocrisia.&lt;br /&gt;Mas vejamos só, no tão amado Carnaval se veem homens vestidos de mulher, pessoas brancas pintadas de preto, sulistas trajando-se de nordestinos ou fazendo graça com as manias dos pobres e favelados. Por que tudo isso não poderia ser aceito no ano inteiro e não somente em 4 ou 5 dias desvairados em meio ao causticante calor dos trópicos? &lt;br /&gt;Sinceramente, acredito que se veste de mulher no Carnaval é porque gosta disso e não tem coragem de fazer isso ao longo do ano por causa da dura repressão da sociedade em geral com relação a isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou da filosofia do hedonismo. Não, não mesmo. Não que eu ache que ter prazer e se divertir esteja errado, muito pelo contrário, é algo fundamental pra ter uma vida saudável. Minha implicância é com os excessos. Seja excesso de bebida, de sexo descompromissado, má alimentação, barbaridades no trânsito ou qualquer outra decorrência do hedonismo sem limite que se vê nessa época do ano.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Já disse uma vez que considero limites importantes. Não digo se submeter a tirania ou virar um eremita asceta,&amp;nbsp; mas apenas ter o bom senso de saber quando parar, para que o divertimento possa ser prazeroso sem se tornar apenas uma ressaca desprovida de boas lembranças no dia seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, essa conversa furada não adianta patavinas, e por isso paro por aqui. De qualquer forma, desejo um bom Carnaval pra quem estiver lendo este emaranhado de bobagens ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-6897469221274710737?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/6897469221274710737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=6897469221274710737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6897469221274710737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6897469221274710737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2011/03/hedonismo-carnavalesco.html' title='Hedonismo carnavalesco'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-5523019969096171137</id><published>2011-02-19T09:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-19T09:25:28.150-08:00</updated><title type='text'>Os ideais dos outros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VHgwQlbokHo/TV_86UqRG6I/AAAAAAAABfc/oQomsMrOppo/s1600/Oxford+medieval.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://4.bp.blogspot.com/-VHgwQlbokHo/TV_86UqRG6I/AAAAAAAABfc/oQomsMrOppo/s320/Oxford+medieval.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esses dias vi um ótimo filme sobre os últimos meses de vida do mestre da literatura mundial Leon Tosltói, chamado "A Última Estação". Não é um filme brilhante, definitivo ou revolucionário, é bem simples até, sem muita pomposidade e afins, mas tocante, profundamente humano e verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse,o filme narra os últimos meses de vida de Tolstói, dando bastante enfoque em toda a doutrina que ele desenvolveu já na velhice, apregoando o amor ao próximo, o desapego aos bens materias cumulativos, a igualdade e a valorização da vida como o maior dos presentes de Deus. De fato, Tolstói sim pensou nestes belos ensinamentos, porém seus seguidores, os chamados "tolstoianos", achavam que ele era um santo, imaculado e livre de qualquer imundice mundana, de certa forma distorcendo o que mestre ensinara. Dessa forma, se tornam inflexíveis, obrigando os demais seguidores a seguirem rigidamente o "modelo" de vida idealizado pelo mestre, mesmo que isso causa angústia, temor e infelicidade. Ao longo do filme se vê a faceta absolutamente humana e mundana de Tolstói, sob o ponto de vista de um jovem secretário, e se entende com a maioria das doutrinas acaba sendo deturpada por seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do filme fiquei pensando em quantos exemplos não temos de coisas assim, onde doutrinas muito bem intencionadas acabam sendo modeladas por interesses meaquinhos. Peguemos por exemplo o comunismo idealizado por Karl Marx: na teoria, uma maravilha, onde existe igualdade e não existe necessidade. Mas o que houve na prática em todos os países que adotaram o comunismo? Ditadura, violência, repressão, dor, medo e as camadas mais pobres ainda sofrendo dos mesmos males de antes.&lt;br /&gt;O ser humano tem essa curiosa capacidade de fazer uma coisa boa se tornar algo horrível. Interesses baixos, mesquinharias, fanatismo, cegueira e intolerância fazem com que as melhores ideias sejam usadas como artifícios para se obter vantagens sobre quem já explorado. Temos aí uma igreja que faz isso com&amp;nbsp; maestria há uns 2000 anos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser humano em geral é sádico e cruel, e não se importa em explorar os mais fracos. Na maioria das vezes que faz isso são os tolos&amp;nbsp; iletrados, que foram privados do direito de obter o conhecimento que os faria serem pessoas mais honestas e justas. Mas muito pior que isso, mas muito mesmo, são os letrados, versados em artes e ciências, que mesmo com todo o lastro cultural que possuem continuam sendo mesquinhos, baixos e cruéis, usando-se do conhecimento para subjugar. E são esses os que mais infamemente distorcem ideais, quase sempre deixando o idealizador profundamente decepcionado e sentindo-se mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente bons ideais não funcionam e não levam a lugar nenhum. No mundo, desde sempre, é preciso saber usar artimanhas da política para se obter algo útil de governantes e gerentes, justo estes que por obrigação deveriam fazer o melhor possível pelo bem da sociedade sem se usar de maquinações e jogos de interesse.&lt;br /&gt;A revolução, se que algo desse tipo possa realmente acontecer, jamais seria numa batalha épica e heróica que mudaria o rumo das coisas da noite para o dia. A mudança há de ser lenta e gradual, com a conscientização vindo aos poucos, de geração em geração, nos pequenos atos do dia-a-dia; na educação, na divulgação ampla e plena do conhecimento, sem barreiras, sem interesses ocultos, sem manipulações de massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai ser uma pessoa com uma ideia genial na cabeça que vai mudar o mundo. Isso é utopia. Todos nós, juntos, é que vamos.&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-5523019969096171137?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/5523019969096171137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=5523019969096171137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5523019969096171137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5523019969096171137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2011/02/os-ideais-dos-outros.html' title='Os ideais dos outros'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VHgwQlbokHo/TV_86UqRG6I/AAAAAAAABfc/oQomsMrOppo/s72-c/Oxford+medieval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3511716412907223490</id><published>2011-01-14T08:43:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T08:59:48.953-08:00</updated><title type='text'>Big Brother</title><content type='html'>Todo mundo que tem conta no twitter vem observado nos últimos dias algo que eu consideraria parecido com uma guerra. Uma guerra entre quem ama e quem odeia o reality show Big Brother Brasil exibido pela toda poderosa vênus platinada.&lt;br /&gt;Em meios virtuais do tipo do twitter ou mesmo outras redes sociais, geralmente, tento manter-me fora de qualquer tipo de discussão desse caráter; logo, omito-me de comentar tal programa televisivo. Trago para cá minhas impressões a cerca desde produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, produto. Qualquer coisa veiculado por uma emissora de televisão é um produto, que visa retorno finaceiro. Isso não deve ser encarado em todos os casos como algo ruim, já que querendo ou não tudo tem custos de produção, para manter não só a atração mas também o veículo em si. Mas no caso especial do Big Brother, a concepção de produto fica ainda mais acentuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos creem que o programa seja armado e que isso e aquilo. Pessoalmente, não acho exatamente isso. Na minha opinião o programa é direcionado e manipulado, não no sentido de já ter um roteiro pré-definido e desde logo haja um vencedor escolhido. Isso já se nota na escolha dos participantes. Cada um deles é quase que cientificamente analisado, para que preencha pré-requisito já definidos pela produção, para que haja acontecimentos previsíveis dentro da casa. Em suma: procuram por esteriótipos que ajam de uma maneira que causem os conflitos que tanto interessam os telespectadores.&lt;br /&gt;Tem mulheres muito bonitas, homens malhados, metidos a engraçados, gordos, magrelos, pessoas de sexualidade dúbia fronte ao preconceito da sociedade e vários outros tipos contrastantes colocados para brigarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso analisar o interesse quase doentio das pessoas em geral de observar outras pessoas reclusas. Alguns dizem que é apenas realidade focada num ponto específico. Eu diria que não, apoiado nos argumentos acima. Logo, temos um produto feito perfeitamente para saciar o Voyeurismo&lt;b&gt; &lt;/b&gt;da população em geral, que fica "fascinada" com aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou bancar o cult que fala mal de BBB mas que fica olhando todo animado, mas critica pra fazer pose. Já faz pelo menos dois anos que não demonstro o menor interesse nesse programa, por isso abstenho-me de assitir e não teço comentários sobre a edição recente em lugar nenhum. &lt;br /&gt;Ao que me parece, a internet dos dias de hoje é 8 ou 80. Ou você ama ou você&amp;nbsp; as coisas. O sujeito que ignora, que não dá a mínima para a "moda do momento" ou mesmo para algum tema específico, é hostilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse no começo, é uma guerra. Quem gosta de Big Brother é chamado de idiota, alienado e sem cultura. Quem não gosta é alcunhado de pseudo-cult com síndrome de underground que gosta de aparecer por ser diferente. Por essas e por outras que eu prefiro manter silêncio e ignorar, já que qualquer que seja sua opinião você é chamado de alguma coisa nada amistosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, deixe-se que o programa preencha pautas de programas vespertinos decadentes. Também não olho eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em Twitter, segue aí &lt;a href="http://twitter.com/jagutheil" style="color: red;"&gt;@jagutheil&lt;/a&gt; :~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3511716412907223490?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3511716412907223490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3511716412907223490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3511716412907223490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3511716412907223490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2011/01/big-brother.html' title='Big Brother'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-4494640063125904354</id><published>2011-01-07T16:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T16:01:36.050-08:00</updated><title type='text'>O Bisturi e o Sucesso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TSepVYsMFZI/AAAAAAAABbg/t3ycl66IhZc/s1600/botox.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TSepVYsMFZI/AAAAAAAABbg/t3ycl66IhZc/s1600/botox.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Última madrugada. Como de costume, dificuldade em pegar no sono. Estando farto de fantasiar diálogos que provavelmnte nunca acontecerão, ligo o rádio e fico ouvindo o programa "Brasil na Madrugada", da Rádio Gaúcha. Nele se debatia o atual cenário do mercado da cirurgia plástica em nosso país.&lt;br /&gt;Mas o que de fato mais chamou minha atenção foi uma constatação feita por um cirurgião que neste meio é bem conhecido, mas que eu realmente esqueci o nome: a grande maioria das pessoas que procuram clínicas que fazem cirurgias plásticas querem ficar parecidas com alguma pessoa famosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, isso não é novidade nenhuma, já que é algo veiculado massivamente na mídia. Mas o que de fato me deixou surpreso foi algo que ele disse depois: "As pessoas querem ficar com partes do corpo parecidas com as de pessoas famosas porque nessas pessoas elas identificam e visualizam o conceito de sucesso. Em geral, assimilando-se a esses 'famosos', as pessoas comuns creem que possam conseguir o mesmo sucesso." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa seja uma constatação óbvia feita pelo médico, mas fiquei de fato perplexo ouvindo aquelas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano desde sempre tenta observar aspectos e características que indiquem sucesso, seja para copia-las e igualmente obter sucesso ou, no caso instintivo de perpetuar a espécie, conseguir um parceiro ideal. E isso também se aplica a grande maioria dos seres vivos que andam sobre a terra. Logo, como já mencionado, é algo que parte do instinto mais primitivo, do lado irracional do homem.&lt;br /&gt;Só que daí eu me pergunto porque o homem se acha tão racional, tão dono de seus atos, tão superior se se deixa levar por instintos dessa natureza? (Existem vários tipos de instinto, mas me apego nesse, já que dissertar sobre outros não caberia nesse momento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me ocorre uma possibilidade hipotética: aliado a esse instintivismo, temos a pressão massiva e impactante da mídia, que cria esteriótipos de tipos vencedores, que tem um padrão físico e estético, de personalidade e atitude, que a esmagadora maioria da população alienada compreende como seja o tipo que consegue sucesso, e quando não se é daquele tipo pré-estabelecido, se está fadado ao fracasso. &lt;br /&gt;Portanto, temos uma lastimável soma de instinto primitivo e desnecessário (dado nosso suposto nível intelectual) com a típica alienação midíatica causada por interesses de corporações de todo tipo, numa cadeia de manipulações intrincada e cheia de ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha irrisória opinião, o simples fato de pretender conseguir um algo mais tentando tornar-se parecido com alguem já conseguiu, por si só é um auto-desmerecimento gigantesco. Acaba-se negando a si mesmo, assinando um atestado de inferioridade, algo muito mais auto-depreciativo do qualquer pessoa de baixa-autisma crônica seria capaz de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo motivo plausível para crer tanta intensidade que seguindo um padrão há de se obter sucesso. Existem duas coisa infinitamente mais poderosas que um bisturi para atingir seus objetivos: talento e determinação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-4494640063125904354?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/4494640063125904354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=4494640063125904354' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4494640063125904354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4494640063125904354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2011/01/o-bisturi-e-o-sucesso.html' title='O Bisturi e o Sucesso'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TSepVYsMFZI/AAAAAAAABbg/t3ycl66IhZc/s72-c/botox.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-6816569802428404610</id><published>2010-12-28T05:06:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T05:06:21.152-08:00</updated><title type='text'>Um ano para esquecer</title><content type='html'>Enfim, 2010 vai nos dando adeus. Para este que vos fala, foi um dos piores anos no âmbito pessoal com certeza absoluta. Nunca tinha conseguido reunir tantos fracassos, tantas frustrações e desperdiçar tantas chances incríveis como neste fatídico 2010. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para trás e vejo que praticamente joguei um ano de vida fora. Não fiz nada de útil, e quando tentei, fracassei vergonhosamente, escancarando todas as minhas fraquezas, os meus medos, me obrigando a rever quase todos os meus conceitos que tinha sobre mim mesmo. Me acostumei com o gosto amargo da derrota, do escárnio dos próximos, com as indiretas e com toda a hipocrisia, que talvez seja o que mais dói.&lt;br /&gt;2010 foi o ano em que as minhas neuroses foram mais intensamente atuantes, em todos os aspectos possíveis; foi o ano em que eu mais perdi tempo pensando com fervor, e lógicamente por isso foi o ano no qual mais me torturei e fiquei deprimido, já que o dom de pensar racionalmente é o maior provedor de sofrimento, de angústia, de tensão. Não sei se é uma frase de alguem que ouvi por aí, ou se brotou dos confins escuros da minha mente doentia, mas "Quem pensa sofre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alienado pode ser feliz com mais facilidade do que o que vê e pensa o mundo em escala maior. Ele não liga se alguém está morrendo de fome na Somália, de aids em Uganda, sendo morto nas guerras cívis do Oriente Médio ou perecendo em degradação na miséria das ruas das grandes cidades do Brasil. O alienado ignora as mazelas e vive no seu mundo, no qual tudo é perfeito e o único objetivo é se satisfazer, encaminhando assim felicidade, mesmo que seja falsa.&lt;br /&gt;Eu jamais conseguiria ser assim, e muito menos depois de tudo pelo que eu passei nesse ano que está terminando. Aconteceram tantas tragédias pelo mundo, terremotos, erupções vulcânicas, furações, tempestades, genocídios, fome, doenças que carregaram embora milhões de vidas de pessoas que não tinham como escapar. Não se pode fechar os olhos quanto a isso. Esse tipo de coisa perturba demais quem pensa, quem é domindado pelas neuroses. Como qualquer ser humano com um mínimo de consideração por seu próximo, sempre senti um aperto na garganta ao ver desgraças tão grandes, onde a vida é desperdiçada em torrentes, mas depois de passar um ano de tormentos mentais, com tantas coisas me perturbando, passei a sentir ainda mais essas coisas, numa comoção mais intensa, com a sensação de que a vida ao mesmo tempo que é uma graça pode ser uma maldição, cruel e injusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tenho a impressão de que esse discurso todo não tem o menor sentido. E de fato creio que não deveria ter, já que o que eu mais quero agora é simplesmente falar e falar, sem me preocupar lá muito com coêrencia. Não sou nenhum portador da verdade, nem nínguem que dê conselhos ou tenha a fórmula para salvar o mundo; muito longe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desperdiçar chances foi o que eu mais fiz com toda a certeza. Não vou entrar em detalhes porque isso não vem ao caso, mas o que importa é que é muito causticante o remorso e a dúvida que ficam depois de não ter tentado, seja lá o que for.&lt;br /&gt;Já me disseram que é um defeito meu muito sério achar que sempre a culpa é minha. Mas como eu não achar isso se é sempre mesmo minha? Eu estrago tudo o que eu consigo. Sou um perfeito idiota. Com amigos, com estudo, com trabalho, com tudo mesmo. Sou um fracassado completo e irrepreensível, cuja sina vai ser de amargar uma queda após a outra, e nos fim das contas acabar se conformando com tudo aquilo que queria evitar, fugir, deixar para trás. Dia após dia eu venho tendo mais certeza disso tudo.&lt;br /&gt;Mas eu não vou desistir, se é para fracassar, que se facasse tentando, porque eu não consigo mais conviver com a sensação de ser um covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi de vez a confiança dos meus pais. Cada ato meu, cada coisa que eu digo, qualquer coisa, eles olham com desconfiança, com um pé atrás, me apoiando menos ainda do que antes. Me convenci de vez que a minha família me vê como um peso, como alguém indesejável e descartável.&lt;br /&gt;Decididamente não posso prever como vou ser com os meus filhos um dia, mas o que eu sei, é que vou tentar ao máximo me esforçar para ser compreensivo, ouvir eles, tentar entende-los. Se nós não temos o apoio dos nossos pais, vamos ter o apoio sincero de mais quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso afirmar que 2010 tenha sido de todo ruim. Fiz alguns novos amigos, e amigos incríveis eles. E junto com os já mais antigos, passei alguns bons momentos, que me deixaram alegre, e por menos tempo que essa alegria durasse, é uma sensação gratificante. Se vocês, meus caros, estiverem lendo essas linhas, saibam que são importantes demais pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim queria agradecer a uma pessoa em especial. Não vou dizer nome, já que não sei se ela gostaria disso. Essa pessoa mudou minha vida, radicalmente. 2010 me fez mudar bastante, e grande parte disso deve-se a essa pessoa especial. Agradeço por ter feito acordar dentro de mim um lado que no fundo sabia que tinha, mas teimava em deixar de lado, soterrado sobre outras coisas, o lado mais sentimental. Passei tempo demais me achando um sujeito frio, sem entender os sentimentos mais acalorados da vida; só que agora, aos poucos, vou começando a compreender muitas coisas, e me descobrir alguém muito mais sentimental do que poderia supôr até um ano atrás. &lt;br /&gt;Para essa pessoa parafraseo um agradecimento que vi em um episódio de Cold Case que mexeu bastante comigo: "Obrigado por me fazer sentir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que esses novos sentimentos que andam povoando minha cabeça sejam bastante pertubadores e inconvenientes, fico agradecido do mesmo jeito. Se você estiver lendo essas palavras tolas e sem muito nexo, eu te repito o que já tinha dito antes: eu te amo. &lt;br /&gt;Eu não sei o que vai acontecer no futuro, que outras pessoas eu ainda vou encontrar, mas enquanto não encontrar outra pessoa que mexa comigo do mesmo jeito que você mexeu, eu vou continuar te amando, mesmo que isso seja algo que não deveria ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra terminar sobre isso, eu faço minhas as palavras do Paradise Lost em Grey:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Calling out in shame&lt;br /&gt;Silence engrained&lt;br /&gt;Crying out your name&lt;br /&gt;Something wrong but beautiful, so beautiful"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;object height="400" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zq20WSUiszA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zq20WSUiszA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, espero que 2011 possa ser melhor.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-6816569802428404610?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/6816569802428404610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=6816569802428404610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6816569802428404610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6816569802428404610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/12/um-ano-para-esquecer.html' title='Um ano para esquecer'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-306000057562168350</id><published>2010-12-01T06:05:00.000-08:00</published><updated>2010-12-01T06:05:36.364-08:00</updated><title type='text'>Ser adulto</title><content type='html'>Ontem a tarde eu estava fazendo uma coisa que&amp;nbsp;&amp;nbsp; meu pai tinha me mandado fazer. De onde eu estava podia ver perfeitamente o pátio da casa da minha avó, onde meus tios faziam o serviço deles. E numa certa hora chega lá um primo meu de segundo grau que tem a mesma idade que eu, cujo com o qual não troquei mais que três palavras nos últimos dois anos.&lt;br /&gt;Na maioria das vezes eu acredito que o meu pai preferiria que ele fosse seu filho e eu não, já que ele já tirou carteira, trabalha como um escravo, bebe, fala alemão, caça e se sente adulto (inclusive forçando a voz querendo deixa-la mais grossa do que de fato é), enquanto que eu não me misturo bem com os mais velhos, saio pouco de casa, não bebo, sei falar mais inglês do que alemão e gosto de livros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isso de fato não me incomoda, já que é habitual. Mas o que me intriga é o conceito que algumas pessoas tem sobre "ser adulto". Observando esse primo meu, o que eu vejo é um comportamento patético e ridículo, de alguém que se faz do que não é para agradar os outros.&lt;br /&gt;Ser adulto por acaso é poder beber e se achar o sujeito mais incrível do universo por ficar de porre? É falar grosso (no caso masculino)? É conduzir veículos motorizados? É conviver e puxar o saco de pessoas mais velhas, mesmo que ela te achem um idiota? Creio que não.&lt;br /&gt;Essas coisas que listei acredito que sejam consequências das suas escolhas na vida adulta, não sua essência. No meu ponto de vista, ser adulto e ter o pleno controle de sua vida, saber o que faz e por que faz, saber e ter como levar sua vida com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos adolescentes querem ser adultos apenas pelo lado bom, pelas "liberdades", pelas facilidades e afins. Mas no momento em que é preciso encarar a dureza da vida e as responsabilidades que ser adulto implica, muitos perdem o controle, e se veem perdidos e sem rumo, sem saber como reagir. Ser adulto é muito mais que as aparências, muito mais que a saciação das nossas vontades e prazeres.&lt;br /&gt;Vejo muitos contemporâneos dessa forma, sentindo-se os adultos porque ganham algum dinheiro e com isso podem fazer o que querem, farrear, comprar roupas, celulares e todo o tipo de badulaque ostensivo.&lt;br /&gt;Eu não acredito que a felicidade esteja nisso, já que ostentando bens aos outros você prova coisas para eles, mas o que você prova para si mesmo? Duvido muito que seja uma grande satisfação pessoal ter isso ou aquilo, mais vale que os outros saibam, vejam; mas ter em momento algum é ser, e esses meus contemporâneos que já se acham adultos aos 15, que fazem o que querem quando querem sem regras, infelizmente acabam sendo pessoas muito vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho 18 anos e não posso em hipótese alguma querer me considerar adulto. Por razão de minhas seguidas falhas, ainda não consegui dar começo ao meu projeto de vida, ao que eu quero para o meu futuro. faço pequenas coisas aqui e ali, ganho algum dinheiro com o qual posso comprar algumas coisas pequenas e insignificantes, mas que deixam contente. Só que isso não faz de mim um adulto; sou um nada, um moleque ainda, que não consegue ainda dar seus próprios passos sozinho no mundo. Mas ao menos sou sincero comigo mesmo, e não busco me mascarar e me fazer de outra pessoa que não sou para agradar a sociedade e seus costumes. E enquanto que a minha hora não chegar, não me incomodo de dizer que não passo de um mero adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que estas linhas não tenham sido bem construídas, me soam um tanto confusas e vazias. Mas enfim, não queria ficar tanto tempo sem escrever nada aqui, e mesmo encarando dias bem complicados queria dividir alguma coisa com quem por ventura passe os olhos por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-306000057562168350?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/306000057562168350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=306000057562168350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/306000057562168350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/306000057562168350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/12/ser-adulto.html' title='Ser adulto'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-9123992493688729291</id><published>2010-11-22T06:02:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T06:02:38.378-08:00</updated><title type='text'>Aborto</title><content type='html'>Realmente uma questão muito delicada, que envolve questões morias, éticas e vidas.&lt;br /&gt;Nos últimos meses muito se comentou sobre esse tema, sendo ele usado como arma de persuasão eleitoral; levando muito mais para o lado da hipocrisia religiosa e conceitos ultrapassados do que para a lucidez e a forma como o mundo contemporâneo funciona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pessoalmente não acho que o aborto seja a melhor saída para uma gravidez indesejada, e portanto não sou favorável ao ato em si que consiste o aborto. Mas por outro lado, sou sim, e muito, favorável pela discrminalização dele. É uma bobagem enorme querer criminalizar a prática abortiva, já que sendo proíbido ou não, a mulher que estiver decidida a faze-lo (Ou mesmo quem obrigue ela a isso) vai fazer, indo atrás das famosas clínicas clandestinas (Aliás, semânticamente o termo 'clandestina' é desnecessário, já que sendo uma prática ilegal, todas são), pondo suas próprias vidas em risco. Além de tirar o direito de viver de uma criança, óbviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é preciso às vezes colocar-se na posição de quem pensa em abortar. Talvez tão injusto quanto tirar o direito da vida de uma criança, seja despeja-la numa vida miserável, num mundo que não dá oportunidades justas e iguais, onde existe preconceito e segregação de todos os tipos. Com certeza que uma mulher aborta com uma dor enorme no peito, mas talvez para ela, isso seja melhor que não conseguir dar uma vida digna ao seu filho. Claro que esse não é o argumento dos mais concretos e válidos, já que exisitriam outras possibilidades de tal criança ter uma vida melhor, como a adoção, por exemplo; só que em muitos casos a desinformação e a ineficiência das instituições públicas que cuidam disso acabam levando mulheres desperadas a recorrem a esse método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba sendo muito mais uma questão de saúde pública, já que é possível imaginar quais são as condições das clínicas que fazem abortos. Sujas, mal equipadas, infectas, pondo em risco a vida da mãe também. Com a descriminalização e a criação de uma legislação que regulamente a prática do aborto, o risco para as mães despencaria, obrigando as clínicas a seguirem um padrão de limpeza, higiene e profissionalismo.&lt;br /&gt;Seria melhor assim, mas há um porém nisso. De certa forma há o pensamento: "Em vez de morrerem dois morre um só". Infelizmente essa é a realidade do Brasil, onde apenas se remedia, nunca se previne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes de se preocupar sobre aborto, os governantes deveriam se engajar em campanhas massivas de conscientização. E muito além do hipócrita sentido religioso da valorização da vida, que valoriza a reprodução como algo demasido importante, e que parece ignorar toda a quantidade de necessidades que ter filhos implica.&lt;br /&gt;Já disse e não me incomodo em repetir: não sou moralista nem nada, mas vejo o mundo libertino demais. As pessoas fazem o que querem sem se preocupar com as consequências de seus atos. Falta cosnciência, responsabilidade. No dia que o simples ato de usar preservativo numa transa for compreendido e virar algo normal e corriqueiro, já teremos dado um passo gigantesco para acabar com essa conversa toda de aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TOp37mWai_I/AAAAAAAABWs/uQQvSEcZJb0/s1600/feto1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TOp37mWai_I/AAAAAAAABWs/uQQvSEcZJb0/s1600/feto1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A vida é o nosso bem mais valioso, e pessoalmente acho errado privar outros seres humanos dela. Mas como existe livre árbítrio e cada um que se entenda com sua consicência mais tarde, precisamos encarar o aborto com mais lucidez e racionalidade do que a partir de dogmas pré-moldados por religiosos, pois a vida é muito mais complexa do que simplesmente viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-9123992493688729291?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/9123992493688729291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=9123992493688729291' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/9123992493688729291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/9123992493688729291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/11/aborto.html' title='Aborto'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TOp37mWai_I/AAAAAAAABWs/uQQvSEcZJb0/s72-c/feto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-28808177637540658</id><published>2010-11-18T05:26:00.000-08:00</published><updated>2010-11-18T06:17:39.386-08:00</updated><title type='text'>Perspectivas</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WOW-S200lGE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WOW-S200lGE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei o disco que tem essa música mais ou menos um ano e meio atrás. Sempre foi a minha preferida do disco, mas não gostava muito da letra, que me soava forçada na época. Porém com o passar do tempo fui mudando de opinião acerca de dela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde dezembro do ano passado venho lidando com alguns sentimentos que até então me eram absolutamente obscuros, e que sempre me faziam ter profunda desconfiança de textos e letras de músicas em tom afetivo, sobre amor, relacionamentos e afins. &lt;br /&gt;De certa forma foi algo chocante para mim me ver começando a entender o que aqueles autores sentiam e pensavam sobre as coisas que escreviam. Me dei conta de que racionalismo e sentimentos não são coisas que conseguem conviver em harmonia, já que tudo o que se passou na minha cabeça durante esses últimos meses me deixou confuso, perturbado e muito mais neurótico do que de costume já era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa música em especial se tornou reveladora definitivamente para mim há apenas algum tempo, depois de descobrir uma coisa que sacudiu de vez com todas as minhas convicções, com o que eu achava sobre mim mesmo; e num momento em que eu estava completamente mergulhado numa depressão corrosiva por causa do meu fracasso mais amargo. &lt;br /&gt;Bem, dizer abertamente o que foi creio não ser certo e nem necessário, já que é algo que não compete só a mim, envolvendo outras questões de outras pessoas, cujas quais eu respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E confabulando sobre isso tudo hoje pela manhã, fiquei pensando sobre perspectivas e pontos de vista. Eu tinha uma perspectiva sobre sentimentos completamente diferente há um ano atrás, me baseando apenas nas minhas meditações pessoais e observações do mundo que me circundava, mas sem ter alguma experiência concreta que me fizesse comprovar essas ideias. E no momento que essa experiência aconteceu, se é que posso chamar o que se passou disso, lenta e gradativa, me obriguei a rever todos os meus conceitos, pensar melhor minha condição emotiva. Tentando não soar piegas, eu acredito que acabei achando uma parte de mim que passou quase toda a minha vida escondida num canto escuro do meu ser.&lt;br /&gt;Então chego na conclusão de que a verdade pessoal de alguem (não uma verdade universal e inquestionável, mas sim algo que essa pessoa acredite e confie piamente) depende do seu ponto de vista, suas ideias e sua vivência, sendo essas características inerentes umas as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa não vai poder mudar de ideia sobre alguma convicção sem que vivencie algum fato que o faça refletir sobre suas crenças, seja sobre alguma coisa ou sobre si mesmo. Eu aprendi isso da pior forma, e ainda aliado com todas as minhas angustias e incertezas, acabou me proporcioandno tempos bem complicados.&lt;br /&gt;Sim, tempos complicados, mas que eu não iria quer apagar da minha vida. Tento ao máximo entender a maioria das coisas difíceis que me acontecem como formas de evoluir como ser humano, e todas as perturbações pelas quais passei (e ainda passo, não vou mentir) aos poucos me fazendoa entender melhor a vida, e me mostrando caminhos melhores a seguir. Claro que muitas vezes ( maioria delas, eu diria) fico pra baixo tem a certeza que vou fracassar em tudo na vida, que sou um fraco sem correção e que nunca vou poder me considerar "um homem de verdade". E eu de fato não sei o que vai ser de mim no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar dos fracassos anunciados não vou deixar de tentar, e vou na onda do Dream Theater na bela música 'Learning to Live' do clássico "Images and Words:"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"I'm learning to live&lt;br /&gt;I won't give up&lt;br /&gt;'Till I've no more to give"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bônus: confiram o post novo da minha amiga Vânia &lt;br /&gt;no &lt;a href="http://vempracaaa.blogspot.com/" style="color: red;"&gt;Tem espaço na Van&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tá bem legal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-28808177637540658?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/28808177637540658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=28808177637540658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/28808177637540658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/28808177637540658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/11/perspectivas.html' title='Perspectivas'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-6252315862009694004</id><published>2010-11-09T04:45:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T04:50:33.019-08:00</updated><title type='text'>Os Servos de Deus</title><content type='html'>Volta e meia estou eu aqui criticando religião. Mas assim como critico, preciso prestar respeito a exemplos verdadeiros de boa fé e bons sentimentos para com quem consegue fazer algo realmente concreto dos ensinamentos de alguma religião.&lt;br /&gt;Nas linhas a seguir quero comentar sobre um dos livros mais belos e sensíveis que eu já tive a oportunidade de ler: "Os servos de Deus" da autora anglo-americana Taylor Caldwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro começa com uma mulher contando ao seu marido sobre uma noite de sua infância na casa de sua avó, que oferecia um jantar a onze sacerdotes (católicos, anglicanos, presbiterianos e afins). E em meio a esse jantar, os sacerdotes contam suas histórias; e nisso gira toda a ideia do livro.&lt;br /&gt;São todas histórias de superação, redenção, preconceitos, de amor ao próximo, de como os preceitos cristãos podem ser aplicados sem distorções, sem mesquinharias e que ainda podemos ter esperança (mesmo que eu considera esta última algo bem complicado em alguns casos, mas isso é uma outra história que não vem ao caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias singelas, em paisagens britânicas melancólicas, perdidas nas entranhas cinzas daquelas terras; de homens verdadeiros, que mesmo com todos os seus defeitos, empecilhos, barreiras, dificuldades e medos são capazes de fazer o possível e o impossível (literalmente) para ajudar quem precisa.&lt;br /&gt;O que mais me tocou nessas histórias, é a completa falta de apologia a essa ou aquela religião. Em momento algum se tenta convencer o leitor a seguir alguma doutrina, de que religião X é a correta e Y é a errada. Não, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das histórias mais marcantes é a talvez mais curta, e que se não estiver enganado, se chamava "O Gueto". Num trem estavam um padre católico e&amp;nbsp; um pastor presbiteriano, discutindo amigavelmente sobre suas doutrinas. Nisso entra um tipo que ambos consideram muito estranho, de barba longa, que não conseguia falar direito inglês e tentava atrapalhadamente pedir informações a eles. Existem mais alguns detalhes no decorrer do causo sobre o homem falando sobre Deus que infelizmente eu não consigo me recordar. Porém o desfecho tenho em mente como se tivesse lido aquilo ontem a noite: quando o homem estranho desce do trem os outros dois ficam a falar mal deste, dizendo que aquele que mais parecia um mendigo não poderia saber nada sobre Deus. Porém, logo eles descobriram que o estranho homem que não sabia falar inglês era na verdade um&amp;nbsp; importante rabino, logo, um homem de Deus assim como eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro não promete nada. Não é revelador, cheio de verdades contundentes ou vai mudar radicalmente sua vida. Não, não mesmo. São apenas história de fé, e como a fé pode fazer coisas incríveis, independentemente de qual religião você segue (ou não). Best-Seller's do tipo "A Cabana" podem ser bons livros até, mas são megalomaníacos, exagerados, e que querem forçar o leitor a seguir alguma coisa como se esta fosse a grande e misteriosa verdade da vida. Porém, estes jamais terão a sensibilidade e a profundidade de histórias de homes e mulheres de verdade, de carne e osso, que choram e tem medo como os quais cruzamos nas ruas todos os dias (digo isso na questão de como lidar com a vida, as angustias mais profundas, os medos mais primários, já que não seria certo comparar nossa sociedade com a onde essas histórias se passaram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tento nunca generalizar quando faço críticas a instituições religiosas, e sempre lembro desse livro nisso. As pessoas do mundo real, do dia-a-dia, longe dos grandes, ricos e luxuosos centros religiosos podem dar os exemplos mais reais de como ser um cristão, por menores que sejam, sem brilho nem fama, mas que de fato são as coisas que poderiam mudar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que trata-se um leitura obrigatória para quem é leitor mais seletivo e não se deixa impressionar com histórias mirabolantes sobre Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNlCMzqvw4I/AAAAAAAABUo/h4W2AddkeWA/s1600/OS_SERVOS_DE_DEUS_1245179666P.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNlCMzqvw4I/AAAAAAAABUo/h4W2AddkeWA/s1600/OS_SERVOS_DE_DEUS_1245179666P.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNlCVJNRekI/AAAAAAAABUs/o3eWDOnqXdE/s1600/Taylor+Caldwell.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNlCVJNRekI/AAAAAAAABUs/o3eWDOnqXdE/s1600/Taylor+Caldwell.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Taylor Caldwell&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-6252315862009694004?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/6252315862009694004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=6252315862009694004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6252315862009694004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6252315862009694004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/11/os-servos-de-deus.html' title='Os Servos de Deus'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNlCMzqvw4I/AAAAAAAABUo/h4W2AddkeWA/s72-c/OS_SERVOS_DE_DEUS_1245179666P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-4822695230306948069</id><published>2010-11-04T10:10:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T10:10:54.842-07:00</updated><title type='text'>Caixinha mágica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNLfDXAk3qI/AAAAAAAABUU/hb-TpJbpHQ8/s1600/tv.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNLfDXAk3qI/AAAAAAAABUU/hb-TpJbpHQ8/s320/tv.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A televisão decididamente não para de me surpreender com suas vasta gama de inútilidades. &lt;br /&gt;Ontem em mais um corriqueiro momento de insônia me vejo diante ao aparelho acompanhando o Jornal da Globo. Na volta de um intervalo a apresentadora começa dizendo algo mais ou menos assim: "Depois da eleição de Dilma Roussef, a primeira mulher a vencer uma eleição para presidente no Brasil, ficou uma dúvida no ar que deixa muitas pessoas curiosas: se diz 'a presidente' ou 'a presidenta'?". Na sequência passou uma reportangem com opiniões de populares, professor de português e até o nosso velho amigo dicionário foi chamado para sanar tão primordial questão meta-linguística. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo visto isso me perguntei o que diabos isso interessa para o futuro da nação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que o nosso belo português é absurdamente mal tratado por todos os lados, e que os meios de comunicação tem por dever passar algo cultural, que enriqueça o intelecto de seus telespectadores, e gramática podia ser sim algo muito útil. Mas a forma como essa informação foi passada, com um argumento tão estúpido, vazio, parecendo que estavam chamando quem via de idiota.&lt;br /&gt;Talvez eu esteja sendo exagerado, admito, mas realmente tal demonstração de falta de interesse de passar alguma informação realmente importante me deixou devéras descontente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A industria televisa é um negócio altamente lucrativo. Mexer com massas, moldar seus pensametos, suas personalidades pode trazer um retorno fincanceiro enorme, além aliena-las para crerem que isso ou aquilo é o correto por que eles dizem, não por ser uma conclusão cuja na qual o indíviduo chegou após PENSAR. Pensar. Essa é a apalvra chave.&lt;br /&gt;Até algumas décadas atrás o principal meio de comunicação era o rádio, com seus pomposos musicias, noticiários grandiosos, novelas apenas narradas e várias outras coisas. Tendo apenas o som, as pessoas eram obrigadas a imaginar as cenas descritas, usar sua imaginação, botar o cérebro para funcionar no intuíto de obter algo mais que simplsmente a informação passada. Mas com o advento da televisão nos anos 50 essa relação mudou. Onde havia uma ideia "moldável" passada pelo rádio onde o ouvinte deveria completa-la com a imaginação, passa a haver um produto pronto, enlatado e de fácil consumo dado pela televisão.&lt;br /&gt;A junção de imagem e som com temas fúteis e vagos de gosto das massas pouco intruídas (espero que isso não soe preconceituoso, que não é o caso) foi o maior alienador do século passado. Tudo ficou fácil, acessível, era apenas absorver o que dito e mostrado, não era mais necessário pensar para obter alguma conclusão, já que eles eram nos dadas já prontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente me assusto quando me deparo com algumas coisas. Um exemplo recente: terça-feira agora, no intervalo de um jogo de basquete que assistia, fiquei zapeando os canais, e no sensacional programa Superpop da PHD em física astro-química Lucinana Gimenez estavam duas funkeiras, uma atriz pornô, um pastor adventista, um padre e um "comentarista" de televisão discutindo eleições e a validade da pornografia como arte. A cena me pareceu no mínimo escatológica. Fiquei observando aquilo por alguns minutos, sentindo meus poucos neurônio irem derretendo de tantos absurdos ditos.&lt;br /&gt;Não consigo entender como alguem consiga assistir àquilo e achar bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o nteressante é que dois canais acima é a TV Escola, que no momento passava um documentário sobre literatura brasileira bastante interessante. Me dá desgosto ver canais tão bons como a Tv Escola, Futura, Tv Brasil, Cultura serem simplsmente ignorados por uma parcela muito grande da sociedade.&lt;br /&gt;Já perdi as contas de quantos filmes maravilhosos vi na Sessão Cine Conhecimento do Futura, quantos documentários incríveis da Tv Escola, quantas entrevistas reveladoras no Roda Viva da Cultura e por aí vai...&lt;br /&gt;E enquanto isso pessoas ouvem funk e discutem se pornografia é arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente não seja só interesse das corporações midiática, mas também governos (uso o plural, já que não acuso apenas um, mas todos) acham melhor que o povo seja ignorante e alienado, para serem mais facilmente enganados, iludidos e explorados para seus fins gananciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E além de toda essa questão prática, a teoria que ocorre na cerne pessoal, na mente, no íntimo, também me faz crer que a Tv seja um mal. Muitas vezes me pego pensando que o meu pior defeito é pensar demais, e que a porta para ser feliz é a alienação. Sou um deprimido neurótico que não para de pensar um minuto. Mas sinceramente, acho melhor ser assim, cheio de complexos e corroído por dúvidas cruéis, mas que enxerga com os próprios olhos e que usa a própria cabeça, do que ser um fantoche tolo e feliz nas mãos de seres baixos, mesquinhos e que sustentam um sistema pútrido e decadente que se tornou a civilização humana, esquecendo que existe um mundo gigantesco ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magia desta caixa é um feitiço perigoso, que pode a qualquer momento uma maldição muito pior do que não ser "feliz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E faço meu o conselho daquele canal musical em seus tempos áureos (que jazem num passado distante):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNLnyiP0BRI/AAAAAAAABUc/Ru1q23GpQq4/s1600/televisual-mtv4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNLnyiP0BRI/AAAAAAAABUc/Ru1q23GpQq4/s1600/televisual-mtv4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-4822695230306948069?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/4822695230306948069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=4822695230306948069' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4822695230306948069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4822695230306948069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/11/caixinha-magica.html' title='Caixinha mágica'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TNLfDXAk3qI/AAAAAAAABUU/hb-TpJbpHQ8/s72-c/tv.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-5379374389260651366</id><published>2010-10-20T07:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-20T07:10:13.393-07:00</updated><title type='text'>Estado Laico</title><content type='html'>Segundo a Constituição Federal de 1988 o Estado brasieliro é laico, ou seja, não tem qualquer vinculação com entidade religiosa ou assume alguma religião como sendo "oficial" da nação, também garantindo liberdade de culto religioso sem discriminação a todos os cidadãos. &lt;br /&gt;Na teoria isso até que de fato acontece, porém no cotidiano das pessoas comuns e dos poderosos com intenções políticas, não é exatamente assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento do brasileiro médio ainda é colonial. E sendo desta forma, é fortemente ligado à religião, em sua grande maioria a católica. Mas como nas últimas décadas os movimentos tidos por evangélicos, pentecostais, ou qualquer uma das inúmeras definições que existem, creio ser mais correto e coerente então me usar da nomeclatura "cristã" para abordar a ideia destas linhas. &lt;br /&gt;Mas como dizia, vivemos em uma época onde o pensamento persiste em ser colonial, baseado em preceitos morais e religiosos que ditaram regras durante séculos. Isso se nota perfeitamente na nossa prieira constituição, promulgada em 1824 pelo Imperador D. Pedro I, onde a Igreja Católica era vinculada e subordinada ao Estado, tendo o monarca plenos depoderes de indicar religiosos aos cargos mais elevados na hierarquia da Igreja. E mesmo da suposta modernização promovida pela nova constituição no já referido ano de 1988, muitos governantes se utilizam da influência de líderes religiosos para obter suas áreas de poder, isso quando os próprios líderes religiosos não tem pretensões de assumirem cargos públicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o debate sobre a laicidade do Estado se acentuou de maneira bastante intensa nas últimas semanas. A campanha eleitoral de ambos os candidatos que disputam o segundo turno tem batido muito na tecla da legalização do aborto e do casamento homesexual, duas questões que são tabus para uma considerável parcela da população, justamente a que se prende em todo o moralismo religioso e que tem pensamento colonial. &lt;br /&gt;Mas o problema de verdade é a volatilidade dos candidatos para agradar essa parcela nada laica; em certo ponto dos discursos para o prmeiro turno muito se falou na possibilidade de ser aprovada a lei do aborto e de permitir que pessoas do mesmo sexo possam se casar. Mas observando que a hipócrita indignação dos moralistas foi intensa, e que a candidata que vinha mais atrás nas pesquisas estava arrebanhando aqueles eleitores, o discurso tratou de mudar no primeiro instante após o pleito do dia 3 deste mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é democracia. O Brasil não tem democracia. O que se entende por isso neste nosso paraíso tropical não passa de instrumento de dominação e de obtenção de poder. Agradar um segmento em detrimento a outro, tendo em vista fins eleitoreiros, é simplesmente segregatório, já que se tem em mente que um grupo (o que me dá apoio e mefaz vencer a eleição) é superior ao outro (minoria que não me faz diferença); e princpipalmente se isso for por causa religiosa, pois fere profundamente o ideal de laicidade do estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos políticos são completamente desprovidos da nobre arte da dialética. Campanhas são feitas de acusações e calúnias, ao mesmo tempo que vemos debates onde os dizeres são pobres, mal construídos e vazios de profundidade ideológica. Desta forma, sem ter a maneira intelectual de convencer eleitores de suas "propostas" eles muito espertamente se utilizam dos mais diversos artifícios corruptivos, que englobam as antiquíssimas trocas de favores materiais e nosso caso atual a manutenção de legislações baseadas em preceitos morais que partiram da Igreja em algum momento da história. (NOTA: mesmo esse tal de crisitianismo não costumando dar lá muitos exemplos de moralidade. Curioso, não?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha ladainha toda vai do nada ao lugar nenhum, bem sei. Essas palavras todas não vão surtir o menor efeito se não houver uma revolução em todo o modo de ensino nesse país (certa feita li um livro de filosofia e me dei conta que doze anos de escola foram completamente inúteis), que cause uma mudança drástica de mentalidade nas novas gerações, que não se deixem iludir por conversas vazias e que tenham autonomia intelectual de poderem pensar e decidir quais o melhores representantes para gerirem nossa nação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um adendo: piadas de internet podem ser infames em muitos casos, mas quase sempre tem algum fundo de verdade.&lt;br /&gt;Li essa e achei uma obra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É CONTRA O ABORTO? Não aborte&lt;br /&gt;É CONTRA O CASAMENTO HOMOSEXUAL? Não case com alguem do mesmo sexo. &lt;br /&gt;E AGORA PARA DE ENCHER O SACO!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-5379374389260651366?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/5379374389260651366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=5379374389260651366' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5379374389260651366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5379374389260651366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/10/estado-laico.html' title='Estado Laico'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-2961393671684688063</id><published>2010-09-27T08:41:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T08:45:12.935-07:00</updated><title type='text'>Sexo e álcool</title><content type='html'>Dia desses vi um filme assaz curioso na tv. De fato, o nome eu nem lembro, mas a história do mesmo era tão clichê que o enredo é fácilmente lembrado: adolescentes querendo comprar bebida alcóolica para levar a uma festa, para que em troca disso supostamente conseguissem sexo. A típica comédia americana besta, que se apega em clichês muito verdadeiros sobre os adolescentes contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo as cenas deprimentes de um cara gordo de filosofia absolutamente machista e que crê piamente que sexo é o único motivoda existência, fiquei pensando sobre o porquê de tanta gente achar isso.&lt;br /&gt;Nos últimos tempos venho me descobrindo mais romântico do que poderia supôr, mas mesmo muito antes disso jamais consegueria me imaginar saindo à noite atrás de sexo. Mesmo na minha frieza racional, sempre considerei sexo (o do mundo real, não me venham com pornografia, por favor) como algo que deva envolver não simplesmente a atração carnal, a vontade de saciar a lascícvia e um mero objeto de prazer, mas sim um mínimo de sentimento; amor, que seja.&lt;br /&gt;Não quero bancar o moralista, o defensor dos bons costumes e caçador de hereges, óbviamente que não. Mas tanta libertinagem, prazeres efêmeros, banalizações de coisas belas e verdadeiras, faz com que algo que expresse amor e sentimento de afeto se torne vazio, sem sentido, um simples desejo primitivo, escancarando de vez o lado irracional do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de fato o álcool é o instrumento mais difundido para a conquista sexual. Pessoalmente, creio que isso denote a inerente fraqueza humana, de inteligência, de caráter e de evolução. Convenhamos, precisando deixar a garota de porre pra conseguir transar com ela, é porque não se tem a mínima capacidade de o conseguir com a mesma sóbria. &lt;br /&gt;Álcool dá confiança, solta, faz as vergonhas se apequenarem (mentiras tão doces...). Essas convicções que endeusam a bebida são mais opressoras que qualquer senhor de escravos. Não creio que se sinta livre e feliz quem não vive sem beber ou sem estar constante atrás de uma transa descompriomissada; tudo isso não passa da escravidão da libertinagem (Como já escrevi por aí, liberdade não é a mesma cisa que libertinagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente reclama da juventude de hoje, querendo dela os mesmo ideias revolucionários de décadas passadas. Mas se formos analisar, o que as gerações de jovens do passado conseguiram? O amor livre não prosperou depois dos anos 70, a Guerra do Vietnã não teve fim por causa dos protestos, os caras pintadas brasileiros foram uma farsa deslavada.... Ou seja, o que é um ideal revolucionário na verdade? Buscar o que seja do seu interesse? Mudar o mundo? Contruir uma sociedade melhor? Na minha opinião inútil, simplesmente é utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo ver em Woodstock nada mais que uma enorme festa de libertinagem, onde tudo e absolutamente tudo é permitido. Esse marco criou toda uma geração de tolos utópicos, que propagam ideias impensáveis e que jamais serão concretas. Infelizmente o mundo tem regras, e liberdade sem limites é um problema, já que nos tornamos escravos de nossos impulsos. Limites e regras são fundamentais para a felicidade (isso soa à Kant, mas enfim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha faceta de velho fala muito mais alto quanto a essa história toda. Sexo casual é uma coisa que decididamente não me entra na cabeça. Não sei se isso é por pragamatismo metódico ou doses de romantismo recém adquiridas, mas o que de fato é verdadeiro, é que toda a minha geração de contemporâneos me aparecem como um enorme pandemônio de ode ao álccol, à luxúria e aos prazeres efêmeros, em completa detração ao que poderia trazer algo infinitamente mais forte e duradoura: felicidade de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e fo fim do filme foi sensacional: a garota com a qual o gordo queria transar (que deu a festa e pediu pra comprar bebida) disse que não gostava de beber e que não queria nada com ele.&lt;br /&gt;Em mente me surgiu um enorme: TOMA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-2961393671684688063?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/2961393671684688063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=2961393671684688063' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/2961393671684688063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/2961393671684688063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/09/sexo-e-alcool.html' title='Sexo e álcool'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3453882657851918495</id><published>2010-09-13T12:51:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T12:51:19.612-07:00</updated><title type='text'>Nada é eterno</title><content type='html'>Me deparei com estas palavras do poeta romano Ovídio, em seu livro &lt;i&gt;Metamorfoses&lt;/i&gt;, e depois de divagar sobre o tema do post anterior, faço minhas suas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo flui, e tudo só&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;apresenta uma imagem passageira. O próprio tempo passa com um&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;movimento contínuo, como um rio... O que foi antes já não é, o que não&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova. Vês a noite, próxima do&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;fim, caminhar para o dia, e à claridade do dia suceder a escuridão da&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;noite... Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nossa vida? Com efeito, a primavera, quando surge, é semelhante à criança nova... A planta nova, pouco vigorosa, rebenta em brotos e enche&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;de esperança o agricultor. Tudo floresce. O fértil campo resplandece com&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. Entra, então, a&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ardente. Chega, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as têmporas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;embranquecem. Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram, estão&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;brancos como a neve dos caminhos. Também nossos corpos mudam&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;sempre e sem descanso... E também a Natureza não descansa e,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;renovadora, encontra outras formas nas formas das coisas. Nada morre no&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;vasto mundo, mas tudo assume aspectos novos e variados... Todos os seres&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;têm sua origem noutros seres. Existe uma ave a que os fenícios dão o&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;nome de fênix. Não se alimenta de grãos ou ervas, mas das lágrimas do&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;incenso e do suco da amônia. Quando completa cinco séculos de vida,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;constrói um ninho no alto de uma grande palmeira, feito de folhas de&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;canela, do aromático nardo e da mirra avermelhada. Ali se acomoda e&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;termina a vida entre perfumes. De suas cinzas, renasce uma pequena fênix,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;que viverá outros cinco séculos... Assim também é a Natureza e tudo oque nela existe e persiste." &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3453882657851918495?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3453882657851918495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3453882657851918495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3453882657851918495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3453882657851918495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/09/nada-e-eterno.html' title='Nada é eterno'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-4090902502733492862</id><published>2010-09-10T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-10T16:49:21.700-07:00</updated><title type='text'>O Vazio de Existir</title><content type='html'>&lt;div class="cor_2" id="cabecalho"&gt;&lt;div&gt;&lt;h1 id="identificador_musica"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao Fim De Tudo&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/cidadao-quem/" id="identificador_artista"&gt;Cidadão Quem&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;small&gt;Composição: Duca Leindecker&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="cor_2" id="cabecalho"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="cor_2" id="cabecalho"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;  &lt;/div&gt;Minhas lágrimas não caem mais,&lt;br /&gt;Eu já me transformei em pó&lt;br /&gt;E os meus gritos não se escutam mais&lt;br /&gt;Estão na direção do Sol&lt;br /&gt;Meu futuro não me assusta ou faz&lt;br /&gt;Correr pra desprender o nó&lt;br /&gt;Que me amarra a garganta e traz&lt;br /&gt;O vazio de viver só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou&lt;br /&gt;Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo&lt;br /&gt;Naquela canção,&lt;br /&gt;que parece encontrar a razão&lt;br /&gt;Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decididamente o Duca Leindecker é o meu letrista favorito. Uso de novo uma letra sua como exemplo para uma ideia.&lt;br /&gt;A primeira vez que eu ouvi essa música fiquei muito tempo refletindo sobra sua questão central. De certa forma senti meu estomago embrulhado, com uma enorme sensação de vazio. Pensar sobre a vida (frase esta num sentido muito menos retórico que o convencional) pode ser torturante, querer entender a razão de passarmos pelo mundo para simplesmente morrermos para depois de muitos anos sejamos esquecidos faz com que possamos nos achar reduzimos a simplesmente uma obra do acaso cósmico, da dança química dos aminoácidos e material genético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se notar que não sou alguem apegado em religião, logo as "explicações" dadas por entidades religiosas para nossas existências mundanas não me satisfazem nem um pouco. Mas de qualquer forma, para muitas pessoas, essas respostas soam reconfortantes, como uma luz em meio a escuridão da falta de sentido de viver. E talvez seja esse "conforto" que não me satisfaça; parece simples demais, fácil demais, uma ideia demasiada mastigada. Uma verdade escondida, uma força superior que nos comanda, que se encarrega de nossos destinos. Não é algo que pareça concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pois bem, isso é um paradoxo. A ideia de resposta passa por algo que estaria supostamente escondido, de talvez algum motivo superior que esteja fora do alcance de nossas mentes arcaicas. Mas esses pressupostos eu nego na filosfia religiosa, como vazios e inconsistentes. Ao que parece, buscam-se verdades que não existem. &lt;br /&gt;Mas como o homem é inquieto, e está sempre atrás de verdades, razões, motivos, a busca segue, incessante, interminável e que provavelmente nunca trará frutos que satisfaçam essa ânsia pela questão mais antiga que aflige os pensadores: "Qual o sentido da vida?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a única resposta que se torne plausível seria a de que a razão da vida é ela própria. Faz sentido até, mas definitivamente não satisfaz.&lt;br /&gt;Mas por outro lado, o verso da música que diz &lt;i&gt;"Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou&lt;br /&gt;Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo" &lt;/i&gt;é absolutamente reveladora.&lt;br /&gt;A vida pode ser boa, aproveitada de forma que possa ter valido a pena, mesmo não tendo o menor sentido. Então nós perdemos muitas coisas ao morrer, e seria ainda mais doloroso partir desse mundo se não conseguíssimos atingir o tal "motivo de viver", a perda seria ainda maior ao fim de tudo. Provavelmente a vida não necessite de uma razão específica de ser; talvez seja mesmo apenas um acaso, um resultado aleatório de fatores misturados ao longo das eras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que nos sobra para fazer? Ora, nada mais que viver. Procurar por respostas, mesmo que elas não existam, é uma sina humana, da qual jamais nos veremos livres. Mas tentando não levar isso tão a sério, não se torturando tanto, creio que se deva levar a vida até onde for possível, da melhor forma que der. A morte é inevitável, e sendo assim, seria interessante poder entregar-se em seus braços sem nenhum remorso da vida, com a sensação de a vida ter sido boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a vida tem tanto sentido quanto estas linhas. Ou seja: nenhum.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando pensando demais em perguntas. Coisas da idade, provavelmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-4090902502733492862?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/4090902502733492862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=4090902502733492862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4090902502733492862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4090902502733492862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/09/o-vazio-de-existir.html' title='O Vazio de Existir'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-4036684108948548772</id><published>2010-09-04T16:35:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T16:42:27.851-07:00</updated><title type='text'>"E se...?"</title><content type='html'>Existem perguntas absolutamente pertubadoras. Já tinha escrito aqui que uma delas é "Quem é você?", talvez a mais complicada de responder e que causasse mais sufocamento e opressão.&lt;br /&gt;Mas nos últimos dias (meses, dependendo do ponto de vista) venho me deparando com uma questão que seja tão opressora quanto: "E se..?". As reticências são um simples generalizador, já que existe uma especificidade que não vem ao caso comentar, e também porque para essa pergunta as especificidades são detalhes absolutamente pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas escolhas podem ser cruéis; nem tanto pela opção em si, mas sim por causa da dúvida que elas nos provocam sobre como as coisas teriam acontecido se fossem feitas de modo diferente. E isso se enquadra em qualquer tipo de situação, em inúmeos campos da existência, mas causando uma sensação muito causticante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero me ater num ponto mais concreto: o que se relacionada com a covardia.&lt;br /&gt;No âmbito das escolhas pelo menos existe um amenizador, já que se teve a escolha, se tomou uma decisão que causou uma consequência; logo, não teve nadade covarde. Pode ter sido certo ou errado, resultou em bônus ou ônus, mas ao menos houve a personalidade de se tentar.&lt;br /&gt;Mas quando o que impera é a covardia, o medo, a incerteza, a situação muda drasticamente de figura. A sensação de não ter TENTADO é torturante. E nisso, mesmo tentando ao máximo evitar, o "E se..?" surge amargo, cruciante e completamente pertubador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de dor, num sentido menos intenso da palavra. Vem a tona todas fraquezas, as incertezas e medos se escancaram gritantemente, a auto-estima despenca e ideias depressivas se tornam companheiras corriqueiras. Levando em consideração as individualidades comuns aos seres humanos, as reações para esses sentimentos variam muito; existem aqueles que se consomem, que se culpam demais e acabam&amp;nbsp; perdendo a vida para suas incertezas. Há aqueles que conseguem de alguma forma mascarar, mas que estão se enganando. Alguns se culpam, se deprimem e se acham completos idiotas, mas que de alguma forma tentam seguir em frente, encarando a amargura das dúvidas com uma espécie de aprendizado.&lt;br /&gt;Eu tento ao máximo me enquadrar neste último tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses minha vida vem se resumindo a empilhar frustrações, angústias, remorsos e essas dúvidas recorrentas da covardia, e exatamente por isso tento encarar cada rasteira que levo de minhas escolhas como uma lição, uma aprendizado a ser levado para a vida. Entrego minhas horas de insônia diárias a refletir sobre essas coisas, me deixando consumir, me culpando enormemente, isentando qualquer outra pessoa de responsabilidades por tantos fracassos além de mim mesmo. Tudo isso é factual e inegável, mas eu acabaria realmente louco se não tivesse um mínimo de confiança que isso tudo serve como prova, para que quando a maturidade chegar de fato, eu consiga ser um homem melhor que esta adolescente tão diferente dos outros (que tem os mesmo problemas dos demais, só que refletidos em outros espelhos), cheio de remendos no espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é tentar seguir o conselho que o Angra nos dá em Carry On:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;"So, carry on,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;There's a meaning to life&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Which someday we may find...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Carry on, it's time to forget&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;The remains from the past, to carry on"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-4036684108948548772?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/4036684108948548772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=4036684108948548772' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4036684108948548772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4036684108948548772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/09/e-se.html' title='&quot;E se...?&quot;'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-5699027807811901283</id><published>2010-08-20T08:26:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T08:26:08.842-07:00</updated><title type='text'>Liberdade?</title><content type='html'>Dias difíceis. Uma espera longa vai chegando no final, mas o caminho tem sido árduo, doloroso. Aos poucos vou conseguindo vislumbrar os contornos do semblante da liberdade, e cada dia que passa vou vendo mais longe todos os fantasmas que me atormentaram ao longo dos anos. Mas alguns deles continuam sem descanso, buscando me perseguir até o último instante. E o pior deles, sem sombra de dúvida, é a rejeição da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles nunca conseguiram me enganar com os elogios por ser bom aluno, por não causar problemas aos meus pais, por ser comportado e educado com as pessoas em geral. Tudo isso nada mais fora do que mentiras convenientes, bases da sólida e eterna hipocrisia que envolve essa instituição chamada família. &lt;br /&gt;Olhares entregam muito mais sobre opiniões do que palavras. E foram tantos os olhares atravessados por causa de frases absolutamente simples, do tipo "Não obrigado, eu não gosto de beber". As palavras diziam "Tu tá certo" mas os olhos bradavam "Que viado idiota, nunca vai ser homem". Já há bastante tempo&amp;nbsp; tenho a convicção que não só os vizinhos da minha idade acham que sou homosexual, mas como também meus pais, meus tios, avós e primos. Nunca tiveram a honratez de me dizer isso na cara, mas seus pequenos gestos e códigos são mais claros que água cristalina. É duro dizer tudo isso, mas infelizmente é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não diria que nasci no lugar errado. Não, estaria sendo injusto. De certa forma acredito que sou fruto desse meio, já que o fato de ser daqui aliado a várias pequenas circunstâncias moldou&amp;nbsp; minha personalidade eo meu jeito de ser; e por isso, dou é graças a Deus por ter nascido aqui. Em outro lugar, acho que não seria o que sou. E apesar de todos os meus defeitos, gosto do que sou.&lt;br /&gt;Não posso dizer que meus familiares sejam pessoas ruins, muito pelo contrário, são pessoas que tem índole, caráter, mas que se deixam dominar por preceitos culturais que entendem como verdades absolutas, e que acabam tendo um preconceito intrínseco com o que é diferente do que entendem ser o certo. Essa ideia toda soa um tanto incoerente, mas é assim mesmo, o preconceito de quem vive praticamente isolado em pequenas colônias germânicas parte muito mais por inércia cultural do que por maldade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem, isso não significa que não machuque. Passei minha vida inteira sendo recriminado por coisas fúteis, nunca tive apoio para nada e quase sempre recebia risadas ou olhares de deboche quando dizia que queria ir além nos estudos. Muito mais de uma vez que ouvi conselhos para esquecer essa coisa de estudar e ficar na roça, que eu iria era mesmo me quebrar a cara e voltar pra casa com o rabo no meio das pernas, que me toranria um igual a eles.&lt;br /&gt;No dia que fico sabendo que consegui entrar na Universidade Federal de Pelotas recebo mil parabenizações, grandes elogios; nenhum sincero. Meu pai não disse nada, me enganei achando que ele tinha me olhado com orgulho, já que o que eu entendi por orgulho era um tipo estranho de inconformação. Ele&amp;nbsp; nunca tentou me desmotivar, mas também jamais me deu uma palavra de incentivo. Alguns dias atrás estava indo para o centro com ele, quando passou na estrada um cara um ou dois anos mais velho que eu, o perfeito colono, que se acaba na roça, comprou uma moto aos 17, não terminou o ensino médio e que passa o fim de semana de porre. Meu pai então buzinou, gritou, um verdeiro carnaval, com um grande sorriso no rosto. Uns dois minutos depois fiz um pergunta qualquer, e de resposta ganhei grosseria e uma cara fechada. Bem, não é difícil imaginar quem ele preferiria como filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas domingo eu vou embora. Vou deixar tudo isso para trás. Óbvio que vão continuar falando mal de mim, mas só o fato de eu ir pra longe, de ter conseguido o que nínguem aqui conseguiu, de ter provado que era capaz, já me tem sabor de vitória.&lt;br /&gt;Saudade vai ser algo presente, claro que sim, não vou ser doente mental de afirmar que não sentiria saudade. Mas o sentimento de poder começar um vida nova, sem precisar sair dizendo por todo lado "sou o filho do fulano", "primo do siclano" e afins, sendo eu mesmo, é algo que vai compensar qualquer falta que uma família que não gosta de mim virá a fazer.&lt;br /&gt;Saudade mesmo eu vou sentir dos meus poucos mais verdadeiros amigos. Amigos no sentido pleno da palavra. Pessoas que me aceitaram, que me ouviram, que me entendem, que não me julgam. De vocês, meus caros, a saudade será crucidante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, só espero que essas palavras todas não soem como choradeira, não foi essa a intenção. No máximo um desabafo, de coisas que eu andava guardando dentro da cabeça há tempo demais, e que vinham sendo pesadas demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se será uma liberdade plena, mas de qualquer modo, começo a traçar meu próprio caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-5699027807811901283?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/5699027807811901283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=5699027807811901283' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5699027807811901283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5699027807811901283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/08/liberdade.html' title='Liberdade?'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3779079587766681383</id><published>2010-08-06T12:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T12:01:03.132-07:00</updated><title type='text'>Romances ingleses</title><content type='html'>Romances ingleses: esses dias cheguei a conclusão de que exagerei neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma pergunta qualquer para o meu pai, e por seu comum jeito irritadiço me respondeu um tanto grossamente. Quando ele fez isso acabei me lembrando de uma passagem de um romance inglês onde um distinto nobre sacaneia enormemente um americano um tanto idiota. A forma como ele falava era polida, cínica, fria e absolutamente intimidadora, mas sem mostrar qualquer coisa parecida com algum resquício de irritação. Fiquei imaginando por que é tão complicado para a maioria das pessoas ao menos parecer ser educada, tendo um mínimo de polidez e calma. Eu tento ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem passei algumas horas de ócio na biblioteca pública da Feliz, e reli uma boa parte de um ótimo romance inglês chamado "Os Senhores de Cashelmara", de Susan Howatch. Um grandioso épico familiar que passa por 50 anos e três gerações de uma importante família da corte britância. Li esse livro em 2006, tinha o achado maravilhoso, e continuei achando quando vi ele de novo parado na mesa estante tanto tempo depois. E relendo algumas passagens acabei me dando conta de uma coisa: sou quase um britânico. Peu jeito polido, um tanto frio, fleumático de certa forma. No exato momento não me dei conta do porquê, daí fiquei fantasiando sobre o tema.&amp;nbsp; Reparando nisso parei para pensar na quantida enorme de romances de origem inglesa que eu já li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me perguntei algumas vezes por que diabos sou tão frio pra vida desde que comecei a me preocupar com isso. Pensava, pensava e pensava e não conseguia chegar a nenhuma conclusão. Mas então, ontem, relendo aquele livro, tudo ficou claro como água cristalina: romances ingleses. Li dezenas deles, muita coisa mesmo, tantos que por osmose acabei absorvendo o jeito de ser dos britânicos. Mesmo histórias de amor mais acaloradas acabam tendo uma dose pesada de fleuma, de dureza, de estoicismo. Acabei me vendo naquelas páginas amareladas. &lt;br /&gt;Sem querer notei outra coisa: nunca gostei de histórias de amor tórridas, quentes, de "sangue-latino", assim digamos. Sempre tive uma atração maior por coisas que tivessem um cunho racional mais forte em evidencia, contrastando com o sentimentalismo. De certa forma, acredito que isso foi uma forma inconsciente de me identificar, me sentir mais próximo da trama, por nunca conseguir entender os meandros daquilo que os poetas costumam chamar de "coisas do coração".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que me serviu isso? Provavelmente nada, porque teoricamente eu já deveria saber disso tudo, minha neurose incontrolável me obriga a achar que tenho a obrigação de entender tudo por conta própria. Mas enfim, como ultimamente ando sendo mais aberto a pensar em sentimentalismo e coisas do gênero, acabou sendo interessante essa descoberta de auto-conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no mais, eu adoro romances ingleses, e nem penso em larga-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3779079587766681383?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3779079587766681383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3779079587766681383' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3779079587766681383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3779079587766681383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/08/romances-ingleses.html' title='Romances ingleses'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-5631528125227130384</id><published>2010-08-01T18:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T18:06:59.135-07:00</updated><title type='text'>O Abraço que Sufoca</title><content type='html'>Esse post terá por tema dois ítens: o marco histórico para a América Latina que foi a liberação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina, e também a forma como uma antíquissima e poderosa organização vê este caso naquele país (E de certa forma no resto do mundo também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu na Argentina foi um passo gigantesco para que algum dia se alcance a quase útopica igualdade de direitos civís para os homosexuais. O preconceito é uma chaga que acompanha o homem desde seus primórdios intelectuais, e que foi o estopim de muitas geurras, violência gratuita, maldades, sofrimentos, banhos de sangue e um sem fim de atrocidades protagonizadas pela humanidade. E isso não se aplica unicamente no que diz respeito a homossexuais, englobando também religião, classe social, aparência, ideologias políticas, etc...&lt;br /&gt;A homosexualidade (convenhamos, quem usa o termo 'homosexualismo' merece levar um tiro) é algo sim natural, e querer excluir quem seja assim da sociedade demonstra o quão baixo o ser humano ainda rasteja na sua primitividade intelectual. Pois bem, a Argentina merece todas as parabenizações, por ter dado um passo devéras importante rumo à civilidade verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ponto (De fato será mais extenso e ácido): a Igreja Católica não merece muito respeito.&lt;br /&gt;Mas antes de mais nada devo deixar clara uma coisa: jamais vou afirmar que todos os membros dessa instituição são crápulas e seres despresíveis; não, nunca faria isso, já que estaria sendo cego para vários atos de bondade e compaixão que pessoas decentes já prestaram&amp;nbsp; para seus semelhantes.&lt;br /&gt;Mas se formos analisar mais friamente, acharemos dúzias de exemplos nos quais comprovaremos a completa decadência de tal instituição organizada. Os livros de história podem ser sim manipuláveis, mas o fato é que eles nos empilham dezenas de citações que dão alguma verossimilhança a essa tese, com exemplos de manipulação, extorsão, assassinatos, genocídios, estupros, e uma longa lista de atributos nada elogiáveis.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhum reino nunca derramou tanto sangue quanto o reino de Cristo." Essa frase é de &lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Montesquieu, um iluminista francês bastante desgostoso com os preceitos da igreja cristã em geral. Soa forte, para uns um tanto exagerada; mas não podemos negar que há muita verdade nela.Guerras Santas mataram um número gigantesco de pessoas inocentes, defendendo a bandeira da "salvação" promvida pela palavra de Deus e ensinamentos de Jesus escritos naquele grande livro de ficção, a Bíblia. Bandeira que nunca mais foi que um disfarçe indubitável diante das ameaças de danação no fogo do inferno, escondendo por trás de si unicamente o interesse de dominar valiosas rotas de comércio do oriente para o ocidente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;No Evangelho de Mateus, Capítulo 6, versículo 24 diz: "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro". Ora, como eu posso levar a sério uma instituição que prega uma coisa, mas que seu maior interesse é exatamente o oposto?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Religião, como um todo (E que decididamente difere de religiosidade), é um abraço que sufoca. Ela te oferece conforto, calor, um alento nos momentos de dificuldade. Muito bem, nada de errado nisso, mas o problema é que as exigências para se ter esse conforto são sufocadoras e opressoras, você tem que se dedicar unicamente a louvar ídolos físicos ou não, entregar sua atenção (E muitas vezes dinheiros e bens) aos "intermediários" das doutrinas. Teoricamente, seguidndo fielmente uma religião você se torna um escravo, um tolo dançarino que diverte alguem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Como a igreja católica (Ou qualquer outra, aliás) tem a petulância e a altivez de querer falar por Deus? Apoiar-se numa colcha de retalhos histórica e étnica como a Bíblia não é um argumento. Esse livro é o resultado de mais de 4 mil anos de relatos de vários povos, que foi se modificando ao longo dos séculos, e e vou acreditar nisso até o dia em que alguem for capaz de me provar que Deus mandou-a para a Terra via fax. Portanto, acho o fato de essa instituição condenar a homosexualidade a mais grossa e doentia das hipocrisias. Não posso crer que um Deus anunciado como fonte infinita de bondade e que sempre irá perdoar seus filhos, seja esse ser vingativo e que queira punir suas criações com condenações e castigos terríveis.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;A pureza e a virgindade da religiosidade foram perdidas a muito tempo, transformando o silêncio eterno da opressão como via de regra. E o perdão está a venda....&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Enfim, não defendo filosofias de alguma organização. Não quero matar Deus e muito menos provar que ele existe. Eu simplesmente quero um mínimo de lógica, de coerência, um facho de luz em meio à cegueira, que deixemos de ser animais estúpidos e nos tornemos realmente seres humanos livres e pensantes, acabando com os grilhões da ignorância e da opressão mesquinha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;O título deste escrito é referência a saga "The Embrace The Smothers", composta pelo músico holandês Mark Jansen, em suas bandas After Forever e Epica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Post dedicado a uma grande amiga minha. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-5631528125227130384?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/5631528125227130384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=5631528125227130384' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5631528125227130384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5631528125227130384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/08/o-abraco-que-sufoca.html' title='O Abraço que Sufoca'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-1843822090669404316</id><published>2010-07-10T16:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T16:24:44.372-07:00</updated><title type='text'>Filosofia Existecialista Barata</title><content type='html'>&lt;div class="cor_2" id="cabecalho"&gt;&lt;div&gt;&lt;h1 id="identificador_musica"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Música Inédita&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/cidadao-quem/" id="identificador_artista"&gt;Cidadão Quem&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;Não faço nada,&lt;br /&gt;Que alguém não tenha feito não,&lt;br /&gt;Não falo nada,&lt;br /&gt;Que alguém não tenha dito então,&lt;br /&gt;Não penso nada,&lt;br /&gt;Nosso futuro é imprevisão,&lt;br /&gt;Alguém me dê a mão,&lt;br /&gt;Nessa calçada,&lt;br /&gt;Vejo que os anos vão chegar,&lt;br /&gt;E cada pegada,&lt;br /&gt;Me mostra um jeito de encontrar,&lt;br /&gt;todo esse nada,&lt;br /&gt;Com medo de se machucar.&lt;br /&gt;Porque tudo isso então?&lt;br /&gt;Se não há nada,&lt;br /&gt;Porque todos temem perder,&lt;br /&gt;Todo esse nada,&lt;br /&gt;Será vontade de viver,&lt;br /&gt;Na mesma casa, na mesa que reparte o pão,&lt;br /&gt;Por isso tudo então.&lt;br /&gt;Quem é você?&lt;br /&gt;Que se esconde, atrás de um nome qualquer,&lt;br /&gt;Não aparece pra mim,&lt;br /&gt;Estende a mão,&lt;br /&gt;Trazendo a chuva,&lt;br /&gt;Tocando o som do trovão,&lt;br /&gt;será que vamos saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro essa música, tem uma das letras mais legais que eu já ouvi. A pergunta central é algo que quase chega a me provocar uma certa agonia: "Quem é você? Que se esconde, atrás de um nome qualquer".&lt;br /&gt;NOME. Está aí uma das palavras mais complexas no sentido filosófico. Como se dá nome para alguma coisa? O que é um nome? Qual o conceito mudo que existe por trás de um nome?&lt;br /&gt;O mundo é o caos. De fato, esse é um pressuposto bastante duvidável, mas que para olhos mais atentos é perfeitamente plausível, já que desde sempre o universo que o homem observou foi uma profusão sem fim elementos misturados sem ordem nenhuma. No meu ponto de vista &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;incongruente&lt;/span&gt;, toda a ciência desenvolvida para "dar ordem" ao universo não passa de uma forma de &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;maquiar&lt;/span&gt; o caos. O caos é a força mais primitiva, que criou tudo, e ele é indissolúvel e eterno. O que o homem tenta é extrair algo, mais sua imensidão e complexidade vão muito além do que o pobre ser humano será capaz de imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ora, que diabos essa balela toda tem haver com nomes? Pois bem, usei esse exemplo porque a melhor definição de nome que eu já ouvi foi de José Saramago (Descanse em paz mestre!) em uma entrevista: "Nomes nada mais são do que uma tentativa frustrada de se pôr ordem ao caos." Achei isso genial, e profundamente verdadeiro. Muitas vezes a essência das coisas é perdida em razão de uma denominação equivocada; isso soa metafísico e &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;razoavlemnte&lt;/span&gt; sem sentindo, mas de alguma forma, um conceito perde seu sentido verdadeiro quando damos a ele um nome para nossa comodidade, para que não precisemos desenvolver uma tese mais completa e simplesmente usar uma única palavra catalisadora. Porém, essa catálise pode não ter o efeito desejado, pondo fim numa ideia toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, a pergunta mais complexa de todos os tempos que o ser humano já fez é: "Quem é você?". Convenhamos, alguém conseguiria responder essa questão sem começar pelo seu nome? A ideia de nome é algo intrínseco no ser humano, que viveria até hoje em cavernas se não conseguisse da-los às coisas que o circundam. E ainda mais consigo mesmo, ter um nome é uma forma de ser único, de se diferenciar em meio à massa. Mas não sei até que ponto essa afirmação tem coerência e &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;exatidão&lt;/span&gt;. A resposta para a questão de quem se é vai muito além do que simplesmente uma denominação, e portanto novamente chegamos ao ponto de que um nome pode acabar com um contexto, diminuindo a essência primária do ser e mascarando o que realmente possamos ser, algo que não pode ser visto por trás das aparências e das comodidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nomes são importantes, obviamente, não seria idiota o suficiente para querer negar isso, já que viver em meio aos caos não seria a coisa mais interessante do universo. Mas de qualquer forma os nomes são usados da forma errada. O ser humano não conseguiu fazer de sua capacidade intelectual algo realmente concreto, que poderia analisar as coisas em geral mais profundamente; o que aconteceu foi apenas a mania de facilitar as coisas a níveis mínimos, que mal exigem esforço intelectual e sim apenas algo de boa memória.&lt;br /&gt;O homem deveria sempre estar buscando conceitos que vão além do óbvio, que não sejam escancarados e limitados por designações inventadas e sem muito &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;embasamento&lt;/span&gt; filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma acabamos caindo naquelas antiquíssimas questão que permeiam a existência do homem: "De onde viemos?" "Para onde vamos?" e &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;blá&lt;/span&gt;... mas a pior de todas, mais &lt;span class="goog-spellcheck-word"&gt;instigante&lt;/span&gt; e que provoca devaneios mais absurdos é a "Quem somos?". As possibilidades metafísicas, científicas, religiosas, esotéricas e místicas são praticamente infinitas. E todo esse universo sem fim que existe dentro da mente de uma pessoa não deveria ser tão condensado como é quando se usam nomes de forma errada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-1843822090669404316?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/1843822090669404316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=1843822090669404316' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/1843822090669404316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/1843822090669404316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/07/filosofia-existecialista-barata.html' title='Filosofia Existecialista Barata'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-430388295743802152</id><published>2010-06-11T18:31:00.000-07:00</published><updated>2010-06-12T17:10:49.566-07:00</updated><title type='text'>Momentos de depressão</title><content type='html'>Como canta Tony Kakko em Replica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Nothing's what it seems to be&lt;br /&gt;I'm a replica, I'm a  replica&lt;br /&gt;Empty shell inside of me&lt;br /&gt;I'm not myself; I'm  a replica of me..."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;Pois é, isso aí sou eu. Uma cópia cretina e miserável do que eu já fui. Até há algum tempo atrás eu não me importava em ser um sujeito insignificante, cínico e frio. Mas de um tempo pra cá venho me sentindo cada dia pior, e o fato de não ser absolutamente nada para nínguem começou a levar minha já costumeira insanidade por caminhos tão escuros quecomeçam ame assustar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu com certeza não quero perder nenhuma dessas características, frieza, cinismo, acidez e afins.. isso jamais. Mas chegou um momento em que eu me deparei com coisas que se chocaram diretamente com isso, destroçando a carapaça na qual eu me enfiei para fugir dos meus medos. Eu descobri que só me fazia de desinteressado, que minha mente doentia tinha um invólucro muito frágil, que foi despedaçado por frutrações e sentimentos intensos de auto-depreciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A palavra "Frustração" se tornou vocábulo corriqueiro no meu vocabulário nos últimos meses. Fim do ano passado mesmo estudando como um condenado só me ferrava em química (quase tendo um síncope nervosa por causa desta), uma situação delicada relacionada a sentimentalismo que não falei para absolutamente nínguem, não ter conseguido entrar numa federal por uma única cretina questão e a pressão vinda por todos os lados. Muita coisa se acumulou em cima de mim em pouco tempo, e por causa disso vi o quanto sou irrisório, uma farsa, um idiota que o é por ter cohecimento dentro da cabeça, um mané que não consegue seus objetivos pela mais pura e genuína incompetência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus pais queriam que eu fosse só mais um adolescente retardado que o único sonho que alimenta é o de ter uma moto; que nem me passasse pela cabeça a ideia de fazer faculdade; que arrumasse um emprego qualquer com carteira assinada para poder me aposentar aos 40; que me satisfazesse com uma vida colonial medíocre e sem o menor vestígio de perspectivas. Mas não sou assim, e mesmo com a série de fracassos que já acumulei, não pretendo ceder a isso. Tenho algum resquício de orgulho perdido dentro de mim, que nem a mais famigerada depressão consegue dissolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas essa insistência não me ajuda muito no quesito auto-estima. Me sinto um nada, um 'looser', um pária que vive à parte da humanidade. Eu rio um monte, de várias bobagens e situações do cotidiano, mas sempre (Sempre mesmo) acabo sentindo de novo o gosto amago de ser um fracassado. Isso não some, não esqueço, é um fantasma que me atormenta todo santo dia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já escrevi sobre tristeza e melancolia, dizendo que eram importantes para se manterum equilibrio. Pois bem, mas o meu equilibrio se foi; a balança pesa constantemente para o lado escuro e a minha insanidade vai ficando irremediável....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca vou deixar de ser um cínico frio, um pensador desequilibrado que busca verdades inventadas, mas depois de tanto tomar pancada da vida, passei a vero mundo uma forma um tanto quando diferente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso foi um desabafo? Talvez. Como sempre, não tenho a menor ideia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-430388295743802152?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/430388295743802152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=430388295743802152' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/430388295743802152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/430388295743802152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/06/momentos-de-depressao.html' title='Momentos de depressão'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-7844180584878365424</id><published>2010-05-05T17:28:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T17:32:50.545-07:00</updated><title type='text'>Pirralho reacionário</title><content type='html'>Inicialmente pensei em inserir o que se segue no post anterior. Mas achei mais interessante dedicar um unicamente a uma ideia que me ocorreu por esses dias, que diz respeito à forma como este alienado ser vê o universo controverso a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, pulei a adolescência. Cheguei a essa conclusão depois de tanto observar meus contemporâneos e tentar entender o porquê de eu ser tão antagonicamente diferente destes. Tenho 18 anos, e nunca fiz nem metade do que meus amigos de 16 já fizeram. Vamos por partes: Nunca tomei um porre; nunca fui numa balada; os termos "pegar" e "ficar" são absurdamente abstratos e complexos para minha mente primitiva; as regras de comportamento quando o assunto são garotas parecem leis jurídicas do século XI escritas em latim num pergaminho. Em fim, um mundo à parte que não compreendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se estou certo, mas vejo a juventude atual completamente promiscua. Relacionamentos são efervescentes, começam e acabam num piscar de olhos, sem medos, sem culpas e sem nenhum perspectiva sobre futuro. Tudo é banalizado, o que interessa é o agora, o prazer e o falso sentimento&amp;nbsp; de realização que entregar-se às vontades dá.&lt;br /&gt;O que se defende com unhas e dentes é a liberdade. Muitos argumentos se apoiam no que diz respeito aos tempos de pais e avós, onde haviam normas rígidas e respeito imposto à força, dizendo que atualmente o mundo não é mais assim, que a sociedade atual não pode mais seguir esse padrão de comportamento. No meu ponto de vista isso é um engano profundo, já que essa tão ferrenhamente defendida liberdade é falsa, mentirosa, uma doce ilusão da qual se faz a maior questão de seguir.&lt;br /&gt;Se confunde liberdade com libertinagem, que são conceitos infinitamente distantes e distintos. Se entregar aos vícios da existência, satisfazer cegamente todas as vontades, não é ser livre. Ser livre é estar solto de todas as amarras, de correntes invisíveis que te obrigam a seguir caminhos e ter atitudes que fazem mal, que te subjugam, que te reduzem a ser um simples boneco nas mãos dos vícios. Um libertino é um escravo de si mesmo; um escravo que se sente obrigado a aproveitar tudo, da forma mais intesna que se possa ter, mesmo que para isso ele termine por acabar consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero que isso tudo soe como um manifesto moralista de extrema-direita defensor da moral e dos bons costumes. Não sou hipócrita a esse ponto. Moralismo é perda de tempo, assim como qualquer mortal dessa terra maldita tenho um caminhão de defeitos nas costas, e não sou nínguem para sair dando conselhos. Mas também não sou completamente idiota e cego, posso muito bem observar e meditar sem ser um direitista remoendo um passado rígido que nunca teve. Mas mesmo assim acabo me sentindo um velho ranzinza à vezes, que tem um receio imenso da "modernidade" e dos rumos que os jovens vem seguindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pais não entendem filhos e vice-versa. É assim desde que o mundo é mundo, inegavelmente. Os jovens tem uma característica que atravessou gerações: o ideial que terão um futuro completamente diferente dos que vieram antes deles.&lt;br /&gt;Bem, na teoria isso é uma maravilha. O ímpeto jovem de revolucionar o mundo até certo ponto funciona, no que diz respeito à avanços tecnológicos e afins; mas o que de fato interessa aos jovens, o estilo de vida, os ideias, os pensamentos a filosofia de existência, isso é um assunto mais complexo.&lt;br /&gt;A vida é cruel. Muito. Mas nessa nossa idade, com hormônios em combustão constante, com a sede de prazer a mil por hora, essa crueldade é translúcida, parece apenas uma miragem. As reclamações dos pais sobre como as contas vem caras e de como comprar comida ficou mais caro parecem coisas distantes, que não nos preocupam ainda. AINDA. Essa é a palavra chave. Mais cedo ou mais tarde essas responsabilidades mundanas vão cair sobre nossos ombros. Seremos adultos responsáveis, se não por uma família, no mínimo por nós mesmos. E então a ilusão da vida se desfaz. As cortinas caem e sai de cena a alegria a libertinagem, dando lugar as durezas de se manter num mundo de selvageria, onde se manter vivo e com alguma dignidade custa muito, muito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um choque. Um verdadeiro tapa na cara. Toda uma idealização se vai por água abaixo.&lt;br /&gt;E quando isso acontece, temos duas possibilidades mais concretas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA: Ser alguem triste, chato, resignado com a decadência e que então entende tudo que os seus pais diziam;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDA: Insistir na ilusão. Se enganar continuando com farras, libertinagens e entregando-se aos prazeres mundanos achando-se sem culpas. Pois bem, achando-se, tentando provar a si mesmo que não há culpas para ter. Mas o que acaba se tornando uma tarefa ingrata e complicada, já que um caminhão de culpas se amontoa na consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente exista uma terceira possibilidade: encarar as cretinices da vida com algum senso de humor. Nãose deseperar. Olhar todas as encrencas que viver implica, resolve-las e ainda rir de tudo, sabendo que existem coisas piores no mundo e que por menos interessante que seja, a vida é muito boa. Como eu tentei nunca ter ilusões românticas sobre a vida, sem me deixar enganar por comodidades passageiras, acho que vou conseguir trilhar esse caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam bem, tudo isso não pode ser tratado como verdades. Em hipótese alguma . São pontos de vistas que tenho a partir de muita observação do pequeno universo que me circunda. Cheguei a essas ideias vendo como os jovens de 20 e poucos anos agem, e tentando me lembrar de como eram uns 10 anos atrás. E constatei essas impressões.&lt;br /&gt;Logo, são exemplos do meu ambiente, que não podem ser aplicados como via de regra. Mas mesmo assim, de alguma forma acredito que isso possa se aplicar (em graduações bastantes distintas) nas pessoas em geral, pois indo um pouco além, analisando coisas vistas em meios de comunicação, tenho a sensação de estar vendo um filme repetido....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em fim, qual experiência de vida tem um moleque de ridículos 18 anos, que passou maior parte da vida enfiado em meio à livros e fantasiando coisas absurdas, para tecer tais comentarios? Claro que nenhuma. Pode soar arrogância da minha parte, mas creio que eu tenha um tipo de mentalidade diferente da média dos meus conteporâneos. Não melhor nem maior, apenas diferente. Sou um sujeito frio, analista e que tem algo parecido com medo de sentementalismos; e por isso, tenho a impressão que essa mente doentia consiga desenvolver ideias que mais parecem de um quarentão deprimido e sem fé num futuro melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu sem querer tenha criado ao reacionismo juvenil. Sim, isso é idiota, mas tem um ligeiro quê de fundamento.&lt;br /&gt;Acabo sim sendo um reacionário. Mas um reacionário paradoxalmente de mente aberta....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-7844180584878365424?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/7844180584878365424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=7844180584878365424' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/7844180584878365424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/7844180584878365424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/05/pirralho-reacionario.html' title='Pirralho reacionário'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-5258857906181834905</id><published>2010-04-24T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T16:49:15.717-07:00</updated><title type='text'>É sim, eu não bebo [versão 2.0]</title><content type='html'>Me obrigo novamente a escrever sobre esse tema, mesmo que pouco, mas mesmo assim um complemento inerente ao que já foi dito anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dois finais de semana ocorreu aqui na minha cidade o "Festival Nacional do Chopp", uma tradicional festividade que remonta aos costumes de nossa tradição germânica. Em suma: são duas noites de sábado dedicadas a se encher de chopp, ficar completamente bêbado, perder a dignidade e passar provavelmente o maior ridículo da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em fevereiro último completei dezoito anos, e já me perguntaram se eu iria ir no Festival. Como pelo menos tento parecer educado, disse que não do jeito mais elegante que pude. Óbvimente me olharam torto com cara de "Que retardado...". &lt;br /&gt;Ótimo, sou um retardado. Ao que me parece, ser o que convencionalmente se entende por normal, legal, descolado, e saber aproveitar a vida ao máximo, é bancar o idiota e sacripanta, se rebaixar a glutonices etílicas para depois pôr tudo para fora num belíssima fonte de regozijo podre. Sim, eu sou um retardado, e o retardado mais feliz do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-5258857906181834905?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/5258857906181834905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=5258857906181834905' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5258857906181834905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5258857906181834905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/04/e-sim-eu-nao-bebo-versao-20.html' title='É sim, eu não bebo [versão 2.0]'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-2421052141950520819</id><published>2010-03-24T11:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T11:18:59.580-07:00</updated><title type='text'>Músicas</title><content type='html'>A música é uma das artes mais intensas que o o homem foi capaz de criar. Seja ela como for (Óbviamente que excetuando-se exemplos medonhos de mau gosto e caráter únicamente lucrativo) a música tem o poder de fazer uma pessoa sentir ou pensar coisas que para estas acabariam passando despercebidas. A música é um instrumento de comunicação poderoso, é uma língua cujas palavras são entendidas em qualquer lugar; acordes, arranjos, melodias fazem com que pessoas abissalmente diferente entre si se comuniquem e se entendam, trocando sentimentos, ideias,sensações. É uma eficaz língua universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S6pXA4bGzPI/AAAAAAAABB8/Ypjq-zWPG94/s1600/musica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S6pXA4bGzPI/AAAAAAAABB8/Ypjq-zWPG94/s200/musica.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Minhas atenções músicais se baseiam principalmente em dois segmentos: Música clássica/Erudita e Heavy Metal. Isso parece quase incoerência, mas acreditem, não é. Esses dois estilos tem muito mais incomum o que se pode imaginar. Uma peça de Schubert me deixa tão emocionado quanto algum dos refrões épicos do Blind Guardian. É uma sensação quase inexplicável. Em geral a música erudita não apresenta letra, e isso acaba fazendo com a experiência de apreciar a música unicamente no quesito sensorial seja ainda mais intesa, e é aí que se descobre quem é gênio é quem é medicore, se vê quem é capaz de passar sentimentos unicamente em notas extraídas inicilamente dos confins do pensamento para depois serem apurados em instrumentos, tanto num surrado violino de um artista de rua quanto nos portentosos instrumentos cristalinos de alguma orquestra gigantesca. E o Heavy Metal não é muito diferente disso; levando para o lado mais intenso e pesado (Mas quase sempre tendo as belas e bem vindas escapas para baladas repletas de leveza e feeling) ele também traz o poder de sentir uma ideia através de riffs de guitarra, linhas de baixo e bateria e vocais que vão dos agudos aos guturais. E a letra é o diferencial, mais um atrativo, que faz pensar, sentir, imaginar e se questionar sobre seu significado (NOTA: Isso tem excessões, e várias). O Metal é estigmatizado e mutas vezes mal interpretado, de formas tão absurdamente hipócritas que chega a ser incompreensível. Beethoven em seu tempo passava por algo semelhante, já que fazia um tipo de música revolucionário, e que os desegradava os defensores dos paradigmas. E eis que temos mais um ponto em comum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mundo é impensavelmente grande, e se apegar unicamente a esses dois estilos seria estupidez. É incrível sair pela internet e pesquisar música dos quantro cantos do planeta, passando por batuques africanos, ritmos latinos, flautas celtas, os sons indígenas que representam a natureza, a mística música oriental que hipnotiza por algo que soa quase como uma complexida que é ao mesmo tempo simples... Poderia ser listado um sem fim de possibilidades musicais. &lt;br /&gt;Mesmo nossos estilos ocidentais são infinitamente segmentados, como Blues, Jazz, Eletrônico, Bossa Nova, e afins. E isso é algo maravilhoso, ter uma gama tão grande variedades de sons e estilos faz com que tenhamos discernimento de conhecer o mundo em suas minúcias, com seus pequenos detelhas que passam despecebidos pelos livros de história e documentários do National Geographic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico tão efusivo quando saio pensando nesse tema, que acabo me tornando confuso, e acho que foi isso que aconteceu aqui. Mas de qualquer jeito, enumerei algumas ideias aí que creio serem coerentes cada uma em seu núcleo.&lt;br /&gt;E só mais uma coisa: Não sejamos cegos, abramos os olhos para tudo de incrível que o mundo da música tem para nos oferecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-2421052141950520819?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/2421052141950520819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=2421052141950520819' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/2421052141950520819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/2421052141950520819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/03/musicas.html' title='Músicas'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S6pXA4bGzPI/AAAAAAAABB8/Ypjq-zWPG94/s72-c/musica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3592547694466845746</id><published>2010-02-02T16:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T16:51:02.057-08:00</updated><title type='text'>Shakespeare e o covarde</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S2i_4qzwgDI/AAAAAAAAA2g/PIO8lGQC03g/s1600-h/hamlet.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="375" src="http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S2i_4qzwgDI/AAAAAAAAA2g/PIO8lGQC03g/s400/hamlet.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Pequena inserção cretina na célebre questão shakespeariana imortalizada na voz enlouquecida do sanguinário príncipe Hamlet: "Ser ou não ser um perfeito covarde? Eis a questão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato essa foi uma heresia imperdoável para com o o grande e sábio dramaturgo britânico. Mas tomei essa abusada liberdade poética (?) tão somente para abordar um tema que tem me tomado um tempo relativamente grande de sessões inútei de meditação e análise: covardia.&lt;br /&gt;O motivo que me leva a escrever sobre isso no momento é irrisório, mesmo algumas pessoas sabendo do que se trata; mas de qualquer jeito, não interessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo e covardia são conceito bastante distintos um do outro. O medo fez com que a humanidade prosperasse sobre a terra, já que o medo de ser devorado por bestas selvagens fez com que os homens pré-históricos não saíssem de noite de suas cavernas. Medo é primitivo, instintivo, vai além do mero entendimento filosófico ou intelectual. Mas a nossa tão cotidiana covardia é algo mais complexo, que se embrenha no mais íntimo dos compatimentos do intelecto que unicamente os humanos desenvolveram. Óbviamente que uma coisa está ligada a outra, de forma bastante inerente e alguns caso quase que onirica. Um covarde sem medo seria um paradoxo dos mais peculiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos imaginar que a covardia mundana, que não é a mesma coisa que o medo primitivo e natural, se apoie em fraquezas. Fraquezas ideológicas, morais, espirituais e afins. Somos todos fracos, uns mais outros menos.E é esse nível de fraqueza que compõe nosso cosciente de covardia.&lt;br /&gt;Não vou considerar covardia como medinho de fazer alguma coisa; isso seria frívolo demais. Prefiro imensamente mais imaginar a covarida do relacionamento interpessoal, tanto em ordem física (leia-se violência) quanto de falar e ser. Portanto, gostaria de me ater um pouco na coisa mais difícl para todo o ser humano: lidar com o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egoísmo é o carro-chefe da existência, inegavelmente. E Infelizmente, todos os discursos de amor fraternal, disponibilidade ao próximo, desprendimento e humanismo são balela (Salvo rarísimas excessões). Portanto, é mais fácil se isolar no próprio mundo, lidando somente consigo mesmo (E quantas vezes isso é feito de modo errado...) e deixando de lado esse tal de "próximo". E eis que aí reside muito da covardia. Somos covardes uns com os outros, não chegamos a ser ruins ou de mau caráter, somente covardes de se abrir ou ao menos ceder, deixando de lado o EU e caminhar pelos campos desconhecidos dos outros.&lt;br /&gt;Digo tudo isso por experiêcia própria. Não tenho como negar que sou um perfeito egoísta em muitos momentos, e a desconfiança de ir em frente com algum tipo de compartilhamento de sentimentos soou atemorizante e absurdamente perigoso, e me fez trancar diante de oportunidades impressionantes, caracterizando-se como incomensurável covardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que este amontoado de ideias soe bastante confuso e razoavelmente sem nexo. De forma inconsciente creio que tenho sido essa minha ideia inicial, já que é mais ou menos assim que me sinto ultimamente.&lt;br /&gt;Mas embromar não adianta nada, e por isso deixo a palavra para aquele que deu título a este confuso escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="fr"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com  freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;William Shakespeare.&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S2jHzffPXnI/AAAAAAAAA2o/dJHL1ztO3Cs/s1600-h/shakespeare9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S2jHzffPXnI/AAAAAAAAA2o/dJHL1ztO3Cs/s320/shakespeare9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3592547694466845746?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3592547694466845746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3592547694466845746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3592547694466845746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3592547694466845746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/02/shakespeare-e-o-covarde.html' title='Shakespeare e o covarde'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S2i_4qzwgDI/AAAAAAAAA2g/PIO8lGQC03g/s72-c/hamlet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-4648999703625169996</id><published>2010-01-15T15:47:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T15:47:04.392-08:00</updated><title type='text'>O Roteiro do meu Réquiem</title><content type='html'>&lt;div&gt;Lá vou eu de novo parodiar títulos de músicas. Mas estou nem aí, adoro fazer isso. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Réquiem é uma palavra que me é muito interessante. Tem uma sonoridade única e representa com simplicidade toda uma vasta gama de sentimentos relativos à morte, luto e pesar. É pesada, sombria, e remete mais do que simplesmente um velório, onde uma família mantém acesa a chama constante da hipocrisia civilizada da sociedade huamana. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;A morte é a única certeza que temos em vida. Parece mórbido e deprimente, mas é verdade. Paremos para pensar e chegaremos a essa conclusão. O futuro é um mistério absolutamente indecifrável, e simplesmente não temos como saber se continuaremos a viver amanhã, depois ou até quando for. &lt;br /&gt;&lt;div&gt;De fato não tenho como entender o medo tão profundo que se tem da morte, que é algo sublime, apoteótico (Sim, um exagero, já que o significado dessa palavra não ter absolutamente nada a ver com essa história toda, mas azar) e porque não, dependendo da situação, glorioso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passagem da imensa maioria das pessoas sobre a terra é irrisória, insignificante e que passa despercebida. Por isso morrer não deveria significar nada de horrível, já que vivendo ou não nunca seremos nada de relevante. Ponto de vista totalmente pessimista esse, eu bem sei. Mas nessas horas não adianta em nada aquelas histórias de cada um é importante, que tem seu papel, seu destino, seu motivo de existir e afins.Na hora de morrer viramos tão somente mais um na multidão. E bem por isso creio que a morte deveria ser a coisa mais esplendorasamente pessoal&amp;nbsp; que possa existir. Nossa irrelevâcia perante é história é factual, porém nós mesmo sabemos que existimos e que fizemos alguma coisa em vida, logo, poderemos sem pesar na consciência, glorificar nossa própria extinção física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entrando nessa seara, fico fantasiando um roteiro para o meu próprio&amp;nbsp;réquiem. Não serei santo, Papa, Presidente, ou mesmo alguém importante, e por isso não imagino uma multidão chorando minha irreparável perda. No máximo meia dúzia de amigos fiéis, familiares que restarem e um e outro curioso que sempre aparece nessas horas. &lt;br /&gt;Tudo começa com os pressentimenrtos. Depois os conformismos e os primeiros sentimentos de saudosismo.E quando a inefável hora vem, nada a de se fazer se não entregar-se aos braços frios da morte. Sem velórios demorados, uma breve vigília e nada mais. Eu sou um nínguem, e como nínguem desaparecei num sepultamento discreto num cemitério charmoso de algum fim de mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devaneios absurdos, com certeza. Mas são devaneios reconfortantes, que me põe diante da incontestável verdade da insignificância perante a existência. Sou apenas mais um que enfrenta suas batalhas buscando a utópica Terra Sagrada da realização. Somente mais um dos cruzados dos tempos modernos que sai por aí sem saber o porque de fazer isso, que age tentando entender as razões, mas no fim das contas não passa de um mero caçador de sombras, sombras essas que pairam por mundos irreais&amp;nbsp;querendo ser verdades. Muitas vezes a redenção vem tardia, onde pedaços do tempo se espalham pelos meandros da memória &amp;nbsp;empurrados pelo soturnos ventos de qualquer ideia parecida com destino. &lt;br /&gt;Mas convenhamos, quem não se engana durante a vida, não passa por remorsos quando se está perto do fim. Aproveitemos a vida para mais tarde morrer de consciência leve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é bela para quem sabe viver. Pensar em deixar a vida não é simplesmente morbidez, é apenas encarar a verdade sem ressentimento ou culpa. Nada é eterno, os ciclos se renovam, e o tempo de cada coisa se esvai, para dar lugar a outra. Talvez a única coisa eterna seja o tempo, com toda sua metodologia mística e criptográfica, que nos submete a seus caprichos sem dar qualquer chance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conformismo não é o fim do mundo. Nunca se sabe a hora que ela vem, mas deve-se viver o melhor possível, para quando a senhora morte vier, simplesmente sorrirmos e pegarmos em sua mão e ir para a eternidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-4648999703625169996?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/4648999703625169996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=4648999703625169996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4648999703625169996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4648999703625169996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/01/o-roteiro-do-meu-requiem.html' title='O Roteiro do meu Réquiem'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-5396779898167030384</id><published>2010-01-03T16:55:00.000-08:00</published><updated>2010-01-03T17:03:52.842-08:00</updated><title type='text'>Sobre Dio e câncer</title><content type='html'>&lt;div&gt;Apenas uma nota rápida: Já foi veiculado há algum tempo que um dos maiores ícones do Heavy Metal, Ronnie James Dio, está lutando contra um câncer de estômago. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou um grande fã do trabalho dele, admirando-o como artista e ser humano, e por isso peço que qualquer um que por acaso ler isto, lhe faça uma oração ou mande qualquer tipo de desejo de melhora. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422683781620123826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S0E-KzS9SLI/AAAAAAAAApo/jZnpgsLMRxk/s320/Dio-INT.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Força Dio! Todo nós temos certezaque você vencerá essa luta! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-5396779898167030384?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/5396779898167030384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=5396779898167030384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5396779898167030384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/5396779898167030384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2010/01/sobre-dio-e-cancer.html' title='Sobre Dio e câncer'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/S0E-KzS9SLI/AAAAAAAAApo/jZnpgsLMRxk/s72-c/Dio-INT.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-2529916822734364843</id><published>2009-12-31T08:18:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T09:18:27.268-08:00</updated><title type='text'>Considerações impressionadas</title><content type='html'>Não é simplesmente mais um ano que está por acabar, mas também uma década inteira já se passou. É realmente impressionante a forma como esses dez anos passaram; com certeza tivemos imensos divisores de águas, e o mundo não é mais o mesmo terminada essa década inicial do século XXI. Terrorismo, guerras, explosão definitiva dos escândalos políticos, eleições controversas, um negro como homem mais poderoso do mundo, a aceleração absurda da tecnologia, gripes que acabaria com o mundo e não mataram quase nínguem... Foi de fato muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo foi moldado novamente pelos acontecimentos desses anos. A Era do Terror se instaurou pelo mundo, e a fracassada campanha militar americana no Iraque encabeçada pelo simíesco e completamente estúpido ex-presidente George Bush talvez tenha sido um dos melhores exemplos disso, onde os banhos de sangue são diários e milhões de vidas são jogadas fora como lixo. A "liberdade" ocidental mais uma vez se defrontou com os costumes repressivos do oriente médio e do mundo árabe, sendo retratado isso tanto em literatura com best seller que venderam milhares de exemplares pelo mundo, ou mesmo pela queda do regime talibã no Afeganistão, que se tornou apenas mais uma das ramificações do conflito dos EUA contra o resto do mundo. A liberdade trazida pelo ocidente jamias se concretizou, já que com ou sem regime opressor, a violência segue dia após dia, e nenhum escritor jamias vai conseguir retratar com total fidelidade o terror de ter a vida em risco todo o santo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Brasil viveu anos conturbados, em meio a um governo que é absolutamente impressinante pela capacidade de fazer grandes coisas em todos os sentidos, bons e ruins. Ao mesmo tempo que o país vive um vistoso crescimento econômico e social, nunca houveram tantos escândalos de corrupção e ladroagem política e pártidaria, onde o Deus-Todo Poderoso-Dinheiro já passeou por cuecas e meias. Sim, isso não é novidade nenhuma, já queatualmente tudo isso se torna público pela liberdade que a mídias tem, coisa que simplesmente não existia no tempo da Ditadura Militar, um período tão corrupto ou até mais que o nosso. Porém, o que causa tristeza, é que mesmo com esse mar sem fim de notícias acerca do tema, o povo burro e alienado simplesmente não dá a mínima atenção para nada, contentando-se com a antiquíssima (E eficiente pelo visto) política do "Pão e Circo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo ficou mais alienado do que nunca. As duas grandes gripes da década estão aí para provar isso: aves e porcos se tornaram motivo de pânico ao redor do mundo, enquanto que alguns senhores barrigudos riam a valer em escritorios luxuosos dos países ricos vendo as cifras de suas empresas farmacêuticas subirem a níveis estratosféricos. E junto com eles riam os chefões de empresas de comunicações, que ganhavam sua fatia desse saboroso bolo epidemico ao propagar as predições mais aterradoras e catastróficas (quase apocalípticas) sobre as consequênciasan do espalho dos vírus infernais dessas gripes. E o povo alienado corria apavorado às farmácias comprar Tamiflu e máscaras.&lt;br /&gt;E um fato curioso: a gripe comum mata em um ano normal muito mais pessoas do que o número total de óbitos ocasionado pelas gripes aviária e suína, respectivamente nos anos de 2005 e 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a alienação transcendeu os limites do plano sócio-plítico, entrando com tudo no mundo da cultura. Tristemente a música de massa da geração dos anos 2000 foi uma das piores de todos os tempos, onde mais do que nunca os olhos capitalistas de produtores rastreavam por bandinhas e cantoras que os fizessem enriquecer em pouquíssimo tempo. Letras vazias, temas banais, embelezamento estético acima de tudo, febres que sumiram tão rápidas quanto apareceram, dando lugar a novas que vão tendo seus minutinhos de fama até que seja sua vez de sair de cena. As crianças se sentem adultos aos onze, bebendo, fumando, se drogando, transando e engravidando, tudo pelo sentimento extremo de aproveitar a vida ao máximo, dando dinheiro a empresas que fabricam bebida, músicas e filmes ruins, escritores medíocres e televisões vazias e completamente abestalhadas. Lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama foi algo surpreendente, não tem como negar. Mas é dificil acreditar em revolução, pois creio que ele não passará de fantoche nas mãos de gente mais poderosa. Tomemos por exemplo o fiasco de Copenhague, o caro Barack seria o único com poder o suficiente para fazer algo realmente útil para a saúde do planeta, mas não o fez; ele mais seus coleguinhas capitalistas disfarçados de comunistas lá da China se recusam veementemente a reduzir suas emissões de poluentes, alegando que isso prejudicaria sua economia. Pessoalmente eu creio que um colapso climático prejudicaria bem mais a economia de todo mundo do que simplesmente reduzir emissões de poluentes.&lt;br /&gt;Muito bem, e o clima é outro personagem importante dessa década. Furacões, terremotos, temporais, enchentes , destruição e calamidade pública como há muito tempo não se via igual. Como diz aquela frase velha e surrada, mas que não perde o valor, a natureza está começando a cobrar o preço dos atos dos homens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso futuro é incerto, muito incerto. Outra década se abre diante de nós, com desafios hérculeos a serem enfrentados, que de certa forma vão mais fundo do que questões econômicas, políticas, sociais ou ambientais, passam para um plano mais interior de cada pessoa, de cada indíviduo que seja capaz de fazer alguma coisa, por menor que seja. Alienação, insensatez, ganância, intolerância, ódio, ignorância, omissão, egoísmo.... todos esses, e infinitos outros, são os nossos piores inimigos, e cada um deles mora dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vencer esses inimigos será a única forma de sermos capazes de poder tecer novas considerações no futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-2529916822734364843?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/2529916822734364843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=2529916822734364843' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/2529916822734364843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/2529916822734364843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/12/consideracoes-impressionadas.html' title='Considerações impressionadas'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-1652893125469556413</id><published>2009-12-24T16:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-24T17:25:09.401-08:00</updated><title type='text'>Como sempre, um natal depressivo</title><content type='html'>São Dez e Meia do dia 24 de Dezembro, véspera de natal. E cá estou eu escrevendo essas linhas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pesarosas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada preciso preciso dizer que gosto da minha família, não odeio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;nínguem&lt;/span&gt;, e não nutro nenhum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desafeto&lt;/span&gt; profundo. Logo, não passa por questões de brigas familiares ou não as razões destes escritos.&lt;br /&gt;O natal me deprime. Mesmo gostando da minha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;família&lt;/span&gt;, e ela não ser o maior motivo disso, de alguma forma ela colabora. Provavelmente seja algo inconsciente e remoto, já que de tanto ver na televisão famílias comemorando o natal, acharia-se natural que a própria também o fizesse. Mas minha família não é como as da televisão. Aliás, nenhuma é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não temos ceia, amigo secreto o qualquer coisa deste tipo. Não é por miséria &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;financeira&lt;/span&gt;, não mesmo, nem tenho do que reclamar de nossa condição financeira. Acaba sendo alguma forma de inércia, de falta de vontade, sentimentos endurecidos e que não se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;abrem&lt;/span&gt; para esse tipo de sentimentalismo vago. Isso pode soar estranho, tendo-se em vista toda a simbologia dessa época do ano, mas se eu analiso friamente, vejo que acaba tendo sentido. O natal é uma piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma piada mesmo. Começa por ser historicamente hipócrita: o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cristianismo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;precisava&lt;/span&gt; dar um jeito de fazer com que os romanos pagãos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;aderrisem&lt;/span&gt; a doutrina de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Cristo&lt;/span&gt;; pois bem, os "cabeças" do culto cristão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tiveram&lt;/span&gt; um ideia brilhante: associaram o nascimento de Jesus com um muito comum feirado pagão da época, o Dia do Deus Sol, que muito por acaso vem a ser o nosso tão adoro 25 de Dezembro. A hipocrisia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cretina&lt;/span&gt; reside no simples fato de mais tarde toda a doutrina católica desmerecer o paganismo que fez com que ele crescesse e ficasse "popular", assim digamos.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Já&lt;/span&gt; aí se nota que muito do espírito da coisa foi inventado por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;conveniência&lt;/span&gt;, e com o passar do tempo essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;conveniência&lt;/span&gt; exigiu mais algumas adaptações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entro no mérito de dizer se Jesus existiu ou não, já que isso não vem ao caso. Mas o que vem ao caso é citar que tudo que sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;cultua&lt;/span&gt; hoje em dia tem um único e inegável motivo: dinheiro.&lt;br /&gt;Não adianta negar, isso é uma verdade. O natal é um negócio, que visa exclusivamente o lucro (prejuízo para outros), onde o imperialismo capitalista se reveste de bons sentimentos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;solidariedade&lt;/span&gt; e caridade para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;faturar&lt;/span&gt; somas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;estratosféricas&lt;/span&gt; em cima da vaidade e egoísmo da sociedade civilizada. Me deprimo em ver aqueles verdadeiros formigueiros humanos que são os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Shoppings&lt;/span&gt; ou centros populares de compras nessa época do ano, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;atrolhados&lt;/span&gt; de pessoas que precisam com uma gana ensandecida gastar para manter aparências fúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de acreditar na ideologia de paz e amor dos símbolos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;natalinos&lt;/span&gt;. Em alguns momentos eles podem ter sido sinceros e de fato importantes, mas hoje não são, não passam de distorções descaradas de bons valores, mergulhando toda a sociedade num mar obscuro e brumoso de cinismo e hipocrisia.&lt;br /&gt;Reuniões familiares são hipócritas e cínicas por natureza, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;maquiadas&lt;/span&gt; de união e alegria, mas que tem por baixo raiva, necessidade de aparecer e manter aparências. Esquece-se por alguns dias as desavenças, como se nunca existissem, para que logo após cada um ir para seu lado os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;murmúrios&lt;/span&gt; fervilhem uns contra os outros novamente, sem que tivesse acontecido nenhuma mudança concreta em relacionamento nenhum. Mais motivos para não entender essa "tradição" e acabar ficando deprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Papai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Noel&lt;/span&gt;? Pergunte ao dono da Coca-Cola dos anos 30, que foi quem o inventou, baseado na lenda de São Nicolau para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;alavancar&lt;/span&gt; a venda da bebida nessa época tão fria do ano e que não é convidativa para se tomar refrigerante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, eu queria poder crer nesses &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;valores&lt;/span&gt; pregados. Mas não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de minha família não ser lá muito ortodoxa para comemorar essa data não tem nenhum valor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;redentório&lt;/span&gt; perante a sociedade falida, não tem mesmo. É apenas mais uma no meio da massa, que passa desapercebida e não tem poder de mudança. Temos nossas pequenas farsas, pequenas mentiras e pequenas hipocrisias, já que disso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;nínguem&lt;/span&gt; está livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-1652893125469556413?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/1652893125469556413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=1652893125469556413' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/1652893125469556413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/1652893125469556413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/12/como-sempre-um-natal-depressivo.html' title='Como sempre, um natal depressivo'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3783631696601848878</id><published>2009-12-23T08:24:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T16:16:05.805-08:00</updated><title type='text'>2012, Fim do Mundo, bobagens e afins</title><content type='html'>Alguns dias atrás estive na biblioteca da minha escola e por acaso acabo me deparando com uma revista "Mundo Jovem" de 1997 com a seguinte matéria de capa: &lt;em&gt;"Ano 2000, será o fim do mundo?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive como não achar graça. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Coicidência&lt;/span&gt; curiosa com o que vivemos nos nossos dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atualmente&lt;/span&gt;, só pensando neste profético 2012. Em 1997 eu tinha 5 anos, e ouvia histórias tenebrosas sobre o fim do tempos e via um monte de gente desesperada. E em 2000, aos 8, não vi nada ade anormal acontecer (Bem por isso talvez esteja escrevendo isso agora). Pois bem, e parece que vejo o mesmo filme de novo: escuto histórias assustadoras, teorias, possibilidades e muita especulação sem fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente que dou boas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;risadas&lt;/span&gt; disso tudo. Mas por outro lado paro para pensar o que leva as pessoas a se apegarem tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fortemente&lt;/span&gt; a essa ideia quase mórbida de fim de mundo. Não entendo muito bem o motivo disso. Na Idade Média o aspecto religioso foi um excelente motivo, já que a alienação católica medieval foi algo muito profundo na sociedade daquela época, aliada a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;interpretações&lt;/span&gt; dúbias da Bíblia (Um livro dúbio por natureza e que é cheio de mistérios mas profundos do que os pregados pelos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pseudo&lt;/span&gt;-sacerdotes de todas as religiões &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;contemporâneas&lt;/span&gt;). Sim, isso na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;antiquada&lt;/span&gt; Idade Média, mas hoje, o que leva a essa fobia absurda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá se saber. Bela pergunta sem resposta. Mas mesmo sem encontrar respostas, nós podemos nos dar ao luxo de divagar quanto às questões e chegar a ideias verossímeis porém sem provas concretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato inegável é que o ser humano é místico. Muito místico, querendo ou não. Desde seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;primórdios&lt;/span&gt; mais ancestrais, o homem vem se vendo de frente com coisas que vão além do seu conhecimentos, temendo-as e respeitando-as (a ideia de sagrado e divindade, de certa forma). Esse misticismo acompanhou todas as sociedades, vertendo-se em religião ou antítese a ela, essa última possibilidade seria mais relacionada a interesses pessoais nada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;transcendentais&lt;/span&gt;. E como nos povos antigos a religião era uma das partes inerentes da sociedade, todas as previsões e observações que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;envolviam&lt;/span&gt; astronomia, astrologia e misticismo, eram muito levadas à sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA: Me refiro a sociedades e povos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;antigos&lt;/span&gt; porque as religiões modernas (&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;entendesse&lt;/span&gt; judaísmo &lt;não&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cristinanismo&lt;/span&gt; e islamismo) se utilizam dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;conceitos&lt;/span&gt; místicos da forma mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;errônea&lt;/span&gt; possível, distorcendo seus valores e pensando mais em interesses meramente humanos, enquanto que mas civilizações mais antigas e distantes disso, a religião tinha um papel mais próximo das pessoas, fazendo uma ponte &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;muito&lt;/span&gt; mais estreita entre os homens e os deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto chego ao ponto que me interessa dissertar. Uma das sociedades mais notórias em previsões &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;catastróficas&lt;/span&gt; é a Maia. Segundo seu calendário super tecnológico (para um civilização de 10 mil ano é) no ano de 2012 o mundo se acabaria. Bem, isso no imaginário popular e nos livros dos estudiosos sensacionalistas. O que de fato está registrado naquelas milenares escrituras e predições, é que esse ano seria tão somente o fim de um ciclo e o início de outro. E lá vamos nós de novo com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;morbidade&lt;/span&gt; de logo associar isso a um fim dos tempos. Esse conceito maia de ciclos que se renovam faz todo o sentido, já que se observarmos com um mínimo de atenção o mundo que nos cerca, veremos que tudo é cíclico: as estações do ano, as fases da lua, um ciclo menstrual, os anos.... A vida se renova em ciclos, tudo é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ciclíco&lt;/span&gt;, tudo é circular; e a morte, é tão somente uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;consequência&lt;/span&gt; da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então temer a morte no fim do mundo é pura tolice, uma imensa bobagem. A alienação cristã se apoia na relação &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;merecimento&lt;/span&gt;-salvação, que absolutamente distorcida em detrimento a mais uma vez interesses (De novo eles...) baixos e mesquinhos, manipula as pessoas a serem fantoches, plantando-lhes sementes de medo, arrebanhando fiéis pelo terror e falsas promessas de salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aliás, nem o nosso cristão e tradicional Apocalipse é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;corretamente&lt;/span&gt; interpretado. Nos ensinam nas aulas de catecismo que o Apocalipse é o fim dos tempos, o Julgamento Final onde os ímpios pagarão por seus pecados e os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;infiéis&lt;/span&gt; arderão no fogo do inferno e outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;blá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;blás&lt;/span&gt;. mas o que pouca gente sabe, é que a palavra Apocalipse em grego significa revelação. Convenhamos, de fim do mundo para revelação temos uma distância &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;interpretativa&lt;/span&gt; considerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos as culturas tem o seu fim do mundo. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Ragnarock&lt;/span&gt; nórdico é um exemplo interessante. E de certa forma, tudo isso tem um cerne comum: o fim de uma era e o começo de outra. Novamente essa ideia circular, que de tão repetida, em culturas diferentes e completamente isoladas umas das outras, não pode deixar de ter alguma coisa de verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse nosso mundo e suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;bobagens&lt;/span&gt; que povoam programas de televisão que querem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;bancar&lt;/span&gt; os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;intelectuais&lt;/span&gt;.... No fim das contas, rimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3783631696601848878?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3783631696601848878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3783631696601848878' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3783631696601848878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3783631696601848878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/12/2012-fim-do-mundo-bobagens-e-afins.html' title='2012, Fim do Mundo, bobagens e afins'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-1460831548766600759</id><published>2009-11-15T08:51:00.001-08:00</published><updated>2010-02-17T08:53:36.043-08:00</updated><title type='text'>Um mundo de cegos</title><content type='html'>Bem, tenho me aproveitado descaradamente de trabalhos escolares para atualizar isto. Pode parece até falta de criatividade instantânea para escrever algo absolutamente novo, exclusivo para este espaço; mas não é não, são apenas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos aos fatos, abaixo vai uma análise sobre o Livro "Ensaio sobre a Cegueira", do autor português laureado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1998 José Saramago, que tive que fazer para uma aula de literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;A relação do tema de “Ensaio sobre a Cegueira” com a situação do mundo moderno &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Com certeza absoluta, “Ensaio sobre a Cegueira” é a obra-prima incontestável do escritor português José Saramago. Antes deste lançamento já havia traçado uma carreira sólida e recheada de polêmicas e sucessos editoriais. Porém, com este seu peculiar ensaio, atingiu o ápice de sensibilidade humana, indo muito fundo em questões que na maioria das vezes não queremos nos dar conta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Este livro traz uma narração perturbadora, intrigante e que lança o leitor em meio a uma situação de caos absoluto, onde todas as regras sociais foram esquecidas e o instinto de sobrevivência é a única coisa que persevera. A tal cegueira branca, uma espécie de cortina leitosa que se derrama sobre as pessoas tirando-lhes a visão, de certa forma é um artifício do autor para levar o ser humano a sua substância mais primitiva, instintiva, reduzindo-o ao menor nível de lucidez que fosse possível. A insanidade da situação de não enxergar e estar enjaulado num mundo à parte onde precisa fazer atrocidades para ficar vivo, leva o leitor a refletir sobre o que é de fato enxergar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As pessoas do mundo contemporâneo enxergam, mas não veem, não reparam. De alguma maneira, todos acabamos sendo uma grande bando de cegos que enxergam, presos em nossas próprias ideologias falhas e sem nenhum sentido, seguindo apenas o que outras pessoas afirmam estar correto. Somos cegos de pensamentos, não temos nenhuma luz do saber próprio, vivemos em alienação política, social e de pensamento, sendo reféns de convicções que sequer sabemos porque temos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Toda a metáfora idealizada por Saramago redunda na completa cegueira em que vivemos; cada detalhe tem alguma relação com o mundo real, com as pessoas que de fato tem história, passado ou sonhos quanto ao futuro. Portanto, a ideia de usar pessoas sem nome, sem história, não é uma excentricidade do autor, mas sim uma forma de descompromissar aquelas pessoas pelo que acontece com elas, já que logo teríamos a seguinte ideia: "O que será que ele fez no seu passado para ser assim castigado?”. E também para fazer o leitor perceber que nem o mais puro e digno dos cidadãos está livre da insanidade devastadora desta curiosa cegueira social que aflige o mundo de hoje. Podemos ser todos, todos mesmo, vítima delas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pois bem, certamente que essa ideia de cegueira coletiva não aconteceria de fato. Trata-se tão somente de uma metáfora, um meio ilustrativo para demonstrar o quanto o homem pode ir baixo na luta pela sobrevivência. Uma maneira de fazer reparar que o homem apesar do intelecto evoluído, está muito mais próximo do irracional do que pode imaginar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas apesar de todo o absurdo caos da história, das situações degradantes que os personagens passam, do terror, do medo, do pânico que tudo isso causa, após o martírio pode haver redenção. Tão sem motivo como chega, a cegueira se vai, restituindo a dádiva de enxergar àqueles pobres coitados. Tanto os maus quanto os bons voltam a ver, dando-se conta do cataclismo com suas proporções reais que foi toda essa experiência completamente assustadora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em suma, “Ensaio sobre a Cegueira” é uma grande alusão ao que homem faz consigo mesmo, com o mundo e com seus semelhantes; um retrato obtuso e surrealista da falta de sentido que é civilização ocidental do século XX (Já XXI, no nosso caso). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Façamos como diz o Livro dos Conselhos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Caso alguém se interesse em ler esta obra-prima da literatura em língua portuguesa, segue um link de download:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/15055839/6cb468d1/SARAMAGO_Jos_-_Ensaio_sobre_a_cegueira.html?s=1"&gt;http://www.4shared.com/file/15055839/6cb468d1/SARAMAGO_Jos_-_Ensaio_sobre_a_cegueira.html?s=1&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E se alguém puder adquirir o livro físico, pode faze-lo tranquilamente, porque vale muito a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404380272515545090" src="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SwA3OWZq-AI/AAAAAAAAATk/1CaE5hnBRi8/s320/ENSAIO_SOBRE_A_CEGUEIRA_-_CAPA_LIVRO.jpg" style="display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 207px;" /&gt; &lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404381645608899202" src="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SwA4eRko0oI/AAAAAAAAATs/y1G8L7FoE0A/s320/Saramago.jpg" style="display: block; height: 312px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-1460831548766600759?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/1460831548766600759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=1460831548766600759' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/1460831548766600759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/1460831548766600759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/11/um-mundo-de-cegos.html' title='Um mundo de cegos'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SwA3OWZq-AI/AAAAAAAAATk/1CaE5hnBRi8/s72-c/ENSAIO_SOBRE_A_CEGUEIRA_-_CAPA_LIVRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3624750114315058566</id><published>2009-11-06T15:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T15:32:42.688-08:00</updated><title type='text'>Uma tarefa de Ensino Religioso</title><content type='html'>O texto a seguir foi um trabalho de Ensino Religioso. Nossa professora leu algumas matérias sobre pedofilia na Jordânia e a Mutilação Genital Feminina na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;"Mutilações, pedofilia e tradições machistas sem sentido&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente o mundo não para de me surpreender. De fato já tinha tido ouvido falar vagamente destes temas, principalmente em programas de televisão ou documentários; porém tudo muito superficial, e que não entrava a fundo no cerne da questão. Mas nessa última aula quando ouvimos com uma riqueza absurdamente grande de detalhes histórias a respeito de pedofilia aceitada socialmente e a mutilação genital feminina, me senti caindo num vácuo de nojo e revolta, indo então fundo mesmo nessa conturbada cultura humana que se desmembra em tantas ramificações distintas. Além da revolta e do nojo, veio junto uma sensação pesada de pasmo, de incredulidade, de não conseguir acreditar que alguem fosse realmente capaz de fazer monstruosidades tão grandes contra seus semelhantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São costumes, defenderão-se eles. Mas que diabos de costumes são esses? Costumes que beneficiam tão somente o sexo masculino, que teria então o direito de ter uma esposa criança ou de uma esposa mutilada que proporcionaria-lhe mais prazer enquanto que esta não sente absolutamente nada de bom, tão somente a dor, a amargura e a tristeza de uma vida tão ruim. Tudo acaba se resumindo em machismo, a dita sábia cultura milenar não passa de uma invenção do homem, verdadeiramente mais forte fisicamente que as mulheres, para que pudesse satisfazer seus desejos mais baixos apoiados por uma lei irrevogável e inquestionável, herdada por antepassados e que por obrigação cultural deve ser mantida e perpetuada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não posso ir contra a cultura, em hipótese alguma, seria uma erro crasso e primário, idiota e que não levaria em consideração grandes feitos positivos da humanidade. O que me revolta são os costumes criados por interesse, por mesquinharia. O ser humano não faz por merecer o intelecto que desenvolveu ao longo das eras, pois se fizesse o uso adequado de suas faculdades mentais, jamais se rebaixaria a esse tipo de brutalidade que seria aceitável num animal que existe unicamente e exclusivamente seguindo seus instintos primários. O intelecto deveria levar a níveis altíssimos de consciência e humanismo; mas nunca foi isso que aconteceu, pois o raciocínio foi deturpado cretinamente, empurrado por caminhos tortuosos iniciados em conclusões errôneas. E talvez uma dessas conclusões infelizes tenha se dado no momento em que o homem descobriu que poderia ter prazer tirando proveito de outros semelhantes. E após isso, se deu uma interminável linha de abusos, violência e irracionalidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E uma outra coisa que me deixa pessoalmente entristecido, é ter a certeza de que nada disso irá mudar. Tantos os casamentos de homens adultos com meninas de não mais de onze anos, tanto a mutilação genital feminina, tem o aval tanto sócio-cultural quanto político. Esses ideais de dominação masculina estão tão enraizados na mentalidade destes povos, que nunca irá passar por suas cabeças a possibilidade tudo isso ser criminoso, atroz e bárbaro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, o abuso acabou se tornando uma instituição humana. O símbolo da virilidade, do macho dominador e da mão pesada que pune as transgressões. Foi através dele que povos ascenderam e caíram, sociedades tiveram apogeus e momentos de trevas, e a civilização se constituiu em cima de um único e irrefutável ideal, que não muda nas mais distintas culturas: O de que os homem é superior e merce todos os prazeres que quiser, enquanto que a mulher não passa de um animal um pouco mais desenvolvido que os demais e que deve zelar e cuidar dos assuntos domésticos e satisfazer seu homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas leis milenares não estão contidas em nenhum código ou constituição, mas fazem parte de uma legislação muda e apócrifa, que se sucede sem escancaramentos há muitas e muitas gerações. E exatamente por isso que esses casos tão extremos do oriente deixam nós ocidentais embasbacados de maneira tão profunda; pois tratamos mal nossas mulheres de um modo tão menos cruel, que uma barbárie dessas soa tão calamitosa. Bem, acredito nunca ter escrito uma frase tão estranha em toda minha curta vida como essa última, pois de fato é estranha, mas não deixa de ser verdade por causa disso: O homem ocidental também domina, tiraniza e diminui o valor da mulher, porém em níveis menos gritantes e absurdos. E ainda mais que nas últimas décadas a mulher do ocidente conseguiu grandes vitórias em vários campos da sociedade. Só que isso é um outro tema, e não cabe aqui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora pois, divagar e divagar não vai levar nínguem para qualquer lugar. Empilhar palavras e ideias não vai mudar em nada a situação enquanto se permanecer mudo diante de tantas atrocidades. E como eu não posso fazer mais nada do que simplesmente falar, me calo por aqui, esperando que em algum dia, alguem que realmente possa fazer algo, comece a mudar essa situação. "&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre casamentos pedófilos no mundo islâmico:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://tronnos.blogspot.com/2009/09/pedofilia-com-consentimento-do-isla.html"&gt;http://tronnos.blogspot.com/2009/09/pedofilia-com-consentimento-do-isla.html&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre Mutilação Genital Feminina:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mutila%C3%A7%C3%A3o_genital_feminina"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Mutila%C3%A7%C3%A3o_genital_feminina&lt;/a&gt; (Se procurarem fotos, vão achar imagens muito fortes.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São questão delicadas, mas que pelo menos para mim causaram muita revolta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3624750114315058566?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3624750114315058566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3624750114315058566' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3624750114315058566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3624750114315058566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/11/uma-tarefa-de-ensino-religioso.html' title='Uma tarefa de Ensino Religioso'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3621605474172920686</id><published>2009-10-11T08:35:00.001-07:00</published><updated>2009-10-18T14:55:48.744-07:00</updated><title type='text'>Dias cinzas</title><content type='html'>Gosto muito dos dias cinzas. Me dão vontade de ouvir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Paradise&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lost&lt;/span&gt; e ler Edgar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Allan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Poe&lt;/span&gt;. Nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exato&lt;/span&gt; momento, olhando pela janela do quarto, vejo um primoroso dia primaveril, com um belo sol e a natureza fervilhando de vida. Acho lindo, sim, muito agradável; mas mesmo assim ainda prefiro os dias cinzentos, com seus ventos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sussurrantes&lt;/span&gt;, meias-luzes enigmáticas e silêncios reflexivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo tem os ciclos das estações, com o apogeu no verão e o momento mais tenebroso no inverno. Bem, eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;consideraria&lt;/span&gt; meu apogeu pessoal justamente o inverno, com sua tenebrosidade fria, as trevas (como isso piegas.... mas azar) e a incerteza do dia seguinte. Pessoalmente eu acredito que é nesse período que existe a produção mais refinada por parte de qualquer pessoa, já que de alguma forma foi herdado dos antepassados mais remotos o medo do inverno, a dúvida da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt;, e com isso se quer deixar o melhor por esse tempo, pois nunca se sabe o que virá depois. Isso é uma teoria sem qualquer base concreta, que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;acabou&lt;/span&gt; de brotar dos pensamentos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;descoordenados&lt;/span&gt; e, portanto, creio que não deve ser levado muito em consideração. Nem sei dizer muito bem o real motivo dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;prefêrencia&lt;/span&gt; por dias frios, escuros e sem lá muita vida, é uma paixão inerente a mim, como se a aparência de um dia assim fosse uma espécie de reflexo da minha alma. De fato, muitas vezes me sinto cinzento, soturno, obscuro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Exatamente&lt;/span&gt;, algumas coisas de mim mesmo eu não conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;instrospecção&lt;/span&gt; e o silêncio são sempre aliados. Em algum lugar ouvi dizerem que o pior dos solitários é aqueles que não consegue ficar sozinho. Ouvi isso e me identifiquei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;instantaneamente&lt;/span&gt; com a ideia, já que por motivos não dos mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;significativos&lt;/span&gt; passei muitos, inúmeros, incontáveis, dias de solidão. Prefiro não ver isso como um exílio social, mas sim como um eterno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;exercício&lt;/span&gt; de auto-conhecimento . Existem pessoas que dispensam tanta atenção ao que as outras pensam a respeito delas, que acabam por esquecer de si mesmas, tornado-se um enigma ao próprio auto-conhecimento. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Isso parece&lt;/span&gt; um tanto incoerente, mas é o que me ocorre, já que não foram poucas as vezes que me deparei com aqueles que conhecem mais os amigos do a si mesmos; de fato essa é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;histórinha&lt;/span&gt; batida, que quase todo mundo já viu em começo de ano escolar, mas de qualquer maneira é sempre algo que me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;surpreende&lt;/span&gt;, que faz se depara com os desertos interiores. E esses desertos, invariavelmente, são cinzentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E mais uma vez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;deparamo&lt;/span&gt;-nos com as dualidades existenciais. Não há o colorido da felicidade sem os contornos sóbrios e melancólicos do cinza. Sim, isso é um fato, vemos isso seguidamente e é sempre bom levar tudo isso em consideração. Bom, existem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;excessões&lt;/span&gt;, como sempre. Existe ambiguidade, e muita, circundando tudo o que o mortal e passageiro ser humano faz. Transcender os limites do natural é comum, e transformar uma das formas em única é o primeiro passo à loucura doentia. Ser feliz demais é erro, e se martirizar eternamente por motivo algum é tão errado quanto. As duas situações são doentias, mórbidas e denotam o vazio e o medo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;enrustidos&lt;/span&gt; em cada um. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Anoitece, sopra uma brisa forte, mas não fria. Um belo dia primaveril chega ao fim. Pelo que parece a noite &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;será&lt;/span&gt; bastante sombria, já que as finas nuvens do horizontes vão se amontoando lentamente, para que amanhã seja um dia cinza. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3621605474172920686?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3621605474172920686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3621605474172920686' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3621605474172920686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3621605474172920686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/10/dias-cinzas.html' title='Dias cinzas'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-9078595369000771547</id><published>2009-10-09T17:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T18:00:45.448-07:00</updated><title type='text'>Raiva</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Enraged&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;full&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;anger&lt;/span&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sábias palavras proferidas, ou melhor, cuspidas, por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Rob&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Halford&lt;/span&gt; no clássico dos clássicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Painkiller&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos últimos tempos tenho me sentido assim. Bem, eu não sou meio homem - meio máquina, nem devasto planetas e muito menos cuspo fogo e fumaça. Mas de qualquer jeito ando furioso e cheio de raiva. E isso me impressiona, já que na maioria das vezes, sempre fui quase um monge tibetano quase &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;atingindo&lt;/span&gt; o Nirvana (certo, isso é um exagero cretino). Na verdade, como qualquer mortal comum, tenho meus momentos de raiva. E o que me intriga nisso é a forma como tudo ocorre. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Perturbadoramente&lt;/span&gt; silenciosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É algo quase cientificamente comprovado (ou que qualquer um com um pouco de senso de lógica pode reparar por conta própria): Os sentimentos de raiva e ira servem como válvula de escape para as pressões que se acumulam, misturadas a medos, frustrações e tristezas. Botar tudo para fora num grito raivoso é a coisa mas natural do mundo. E bem por isso que fico até com medo dessa minha raiva muda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O pequeno universo que e cerca a cada dia se mostra mais e mais nojento. A épica e monstruosa guerra de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;egos&lt;/span&gt; com a qual eu (e convenhamos, quase todo mundo) se depara todo o dia vai tomando proporções devastadoras, e que me deixam absolutamente decepcionado. Detalhes são irrisórios nessas horas, o senso comum inconsciente indica para qualquer um que tipo de exemplos tomar, e por isso nomes e fatos são tão inúteis quanto tentar derreter ouro com um fósforo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O cinismo e a hipocrisia nunca andaram tão próximos. É lamentável ver e ouvir coisas tão desagradáveis e não ter sequer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;estômago&lt;/span&gt; para tentar dizer algo em contra-partida; outro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;fator&lt;/span&gt; para minha raiva interior . Estar cercado de futilidade é um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;martírio&lt;/span&gt;, mesmo eu não querendo ter qualquer pretensão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;canônica&lt;/span&gt;, e por isso cada novo dia vem mais cheio de duras provações. O não-senso é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;enojante&lt;/span&gt;, viver alienado é tão comum que os conceitos coloniais, medievais até, prosperam sem serem questionados, endeusados como verdades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;irrevogáveis&lt;/span&gt; e d&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Ss_Yro1UkuI/AAAAAAAAAK8/-d--M96n6sI/s1600-h/Soledad_y_Tristeza_by_Magdalena220.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390765523192812258" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Ss_Yro1UkuI/AAAAAAAAAK8/-d--M96n6sI/s320/Soledad_y_Tristeza_by_Magdalena220.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ogmas&lt;/span&gt; eternos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;monoliticamente&lt;/span&gt; postados sobre qualquer cultura. O horizonte dos olhos é o limite, não existe universo aquém de seus plexos solares e ebriedades sórdidas. Mundo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;atulhados&lt;/span&gt; de limitações, onde olhar para o céu, e imaginar algo além de tudo o que já foi visto, é um crime. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A decepção acaba sendo algo de todo corriqueiro. Ir fazer alguma coisa que já sabe que será frustrada, sem sentido, vazia e estúpida. O desânimo tem força, muita força; ele abre caminho para o espelho da alma. É no momento de decepção, de tristeza e melancolia que nos vemos melhor, meditamos, buscamos nossas respostas. E como tudo o que quero é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;antagônico&lt;/span&gt; ao que convivo, a decepção e o desalento andam sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;soturnas&lt;/span&gt;, por perto, rondando como um caçador experiente. E essa estranha raiva se desenha com contornos perigosos, já que não sei como ela vai acabar sendo expurgada um dia. A revolta silenciosa, repleta de ódio que borbulha discretamente no âmago, vai ficar por ali à espreita, apenas aguardando sabe-se-lá-o-que &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cada demonstração de ignorância, de futilidade, de vazio interior, faz com que mais um pouco da minha vontade seja derrubada. O ímpeto segue forte, meus sonhos e minhas metas são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;inatingíveis&lt;/span&gt;, mas o ânimo para lidar com os semelhantes de meio, ah, esse esmorece lentamente, até que chegue o dia que ele desmanchará por completo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo é absurdamente grande. E saber disso é um consolo igualmente grande. Só de imaginar a sensação de respirar novos ares, limpos e revigorados, a sensação de raiva diminui. Diminui, mas não some, como nunca, jamais, irá sumir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-9078595369000771547?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/9078595369000771547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=9078595369000771547' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/9078595369000771547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/9078595369000771547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/10/raiva.html' title='Raiva'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Ss_Yro1UkuI/AAAAAAAAAK8/-d--M96n6sI/s72-c/Soledad_y_Tristeza_by_Magdalena220.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3565980801967360571</id><published>2009-08-15T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T10:53:34.016-07:00</updated><title type='text'>O mestre dos marionetes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Sobsm4kPXKI/AAAAAAAAADo/jVFS3nZ82BM/s1600-h/marionete.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370239758449466530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Sobsm4kPXKI/AAAAAAAAADo/jVFS3nZ82BM/s320/marionete.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, isso é Metallica. The Master of Puppets é uma música interessante. Mas para falar bem a verdade nem sei que diabos fala a letra, nunca parei para prestar atenção nem procura-la. O que me interessa de fato é a gama de possibilidades que um título desses pode proporcionar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Marionete são figuras interesantíssimas. Que por meio da escravidão ganham vida. Essa é uma afirmação às vezes perturbadora, já que a escravidão é uma coisa que não se parece nem um pouco com qualquer sinônimo de vida. A escravidão reduz, humilha, faz desprezar e odiar. Mostra poder, força, submissão e terror. Um marionete é apenas um escravo da vontade alheia, dos interesses, de uma mente que tem planos. Sua vida não passa dos momentos em que é útil. E sempre que o espetáculo termina é mergulhado no mar da morte fictícia no qual ficam os seres inanimados. Deve ser uma existência muito triste a de um marionete, que alegra e encanta uns durante umas poucas horas, mas que não passa de um mero objeto nas mãos gananciosas (ou sofredoras, é preciso também ser visto por esse lado) de quem o apenas vê sendo somente um meio de faturar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seja um boneco de madeira ou seja uma pessoa, marionetes se veem por todos os cantos. São tão comuns que até mesmo podem nos passar completamente desapercebidos, isso quando nós mesmo não passamos de bonecos escravizados por terceiros. É verdade sim, muitas, muitas vezes são manipulados friamente por pulsos alheios que se aproveitam de nós. E quase sempre nínguem repara nisso. A escravidão de ser manipulado passa intermitentemente pela ilusão. A voz macia, sedutora, que promete os céus e a terra. Deparamo-nos mais uma vez com as intrínsecas fraquezas humanas. A ilusão é tão doce, com um sabor viciante, que mesmo depois de esmigalhada pela dura e crua realidade se mantêm firme, tornando-se uma necessidade doentia, de fuga do mundo físico. Por isso que é fácil ser tapeado, ser manipulado através dos fios invisíveis do sentimentalismo frio, cínico e mentiroso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pouquíssimas pessoas, ou quase nenhuma, conseguem se livrar por completo das tentações das ilusões escravagistas, que se tornam artifícios de outros para suscitar seus interesses (baixos ou não). E a probabilidade de que estas pessoas que manipulem outras também terem sido usadas de forma baixa e inescrupulosa é sensivelmente grande. Nisso, delinea-se uma tênue rede de fios, todos interligados, onde uns controlam e são controlados, formando o cenário e o elenco da triste comédia humana. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas nesse intrincada rede sempre haverá um Mestre. O Mestre de todos os marionetes. Ele é invisível, onipresente, onisciente e onipotente. Deus? Claro que não! Deus estaria muito além dessa mera dominação. O Mestre, então, é só um ideal, que os homens alimentaram durante todas as suas eras. Um tipo de cultura, de herança do trabalho, do raciocínio e do pensar. Da descoberta do prazer, de se dar conta que poderia se dar bem em cima dos outros. De certa forma, paradoxalmente, esse Mestre seria o próprio homem. Uma incoerência enorme, diga-se de passagem. Tentando corrigi-la, ou ao menos ameniza-la, é bem possível pensarmos então que o Mestre seja uma criação do homem. O homem é escravo de si mesmo, do seu modo de existir. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A peça continua, sem nunca parar. E um dia os marionetes adormecerão no esquecimento. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3565980801967360571?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3565980801967360571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3565980801967360571' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3565980801967360571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3565980801967360571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/08/o-mestre-dos-marionetes.html' title='O mestre dos marionetes'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Sobsm4kPXKI/AAAAAAAAADo/jVFS3nZ82BM/s72-c/marionete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3179944632496679931</id><published>2009-08-07T11:11:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T15:43:21.191-07:00</updated><title type='text'>Alegre Melancolia Existencialista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Snxu8TWWXFI/AAAAAAAAADg/aK0xUFymXWc/s1600-h/folder+(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367286838184008786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Snxu8TWWXFI/AAAAAAAAADg/aK0xUFymXWc/s320/folder+(2).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Essa imagem ai do lado é a capa de um disco muito bom.O Opeth é uma banda de Death Metal Progressivo (ou Extreme Progressive, tanto faz), oriunda da Suécia, e figura no hall das minhas bandas preferidas. Este Blackwater Park é quase consensulamente a obra prima deles, e expressa com maestria um tipo de sentimento que levo muito em consideração: a melancolia. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Há alguns dias atrás me deparo cm um programa de TV onde uma sensitiva analisava vídeos sobre fantasmas. Em certo ponto, ela disse que uma pessoa melancólica,que é triste tem muita propenção a se tornar alvo de espíritos mal intencionados. Bem, depois de ouvir, fiquei imaginando o que deveria então fazer com meus discos de Doom Metal e Death progressivo. Obviamente não fiz absolutamente nada e deixem onde eles estavam (No PC, nesse caso). Assisti aquilo como um maravilhoso espetaculo de humor involuntário.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não que eu tenha tendências suicidas, melancolia crônica ou prazer pela tristeza. Não, não, muito pelo contrário até. Mas como qualquer pessoa normal, preciso de momentos melancólicos, tristes, sombrios, soturnos e de solidão. A alegria em tempo integral não é totalmente uma problema, mas dependendo de como se lida com isso é bem provável que se acabe mergulhando num profundo mar de controvérsias pessoais. Se uma pessoa é feliz o tempo inteiro, está se enganando. Um humano não tem apenas um sentimento, não se limita a sentir tudo exatamente da mesma forma, em hipótese alguma. Somos um emaranhado de sentimentos que se entrelaçam no que se desenha como nossa personalidade. Tudo isso varia de formas abissais de indivíduo para indivíduo, e portanto a forma de encarar a melancolia é estritamente pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A felicidade extrema faz com que nos afastemos de nós mesmos. Quando somos felizes por completo, não o fazemos para nós mesmos, mas para mostrar aos outros. Seguindo essa linha, nínguem mostrar para os demais os seus podres, logo fecha os olhos para eles e os ignora. Só que ignorar não tem o mesmo significado de extirpar; as coisas ruins continuaram ali, num canto qualquer escondidas pela sombra do esquecimento. Ali, elas vão fermentar, espalhar influências silenciosas por todo o canto, em nuvens discretas, pairando sorrateiras pelos caminhos do espírito. Uma hora ou outra isso explode. E o pior, é que em vários casos isso não se externa. Um mar de ressentimentos inunda o âmago do ser, que se vê encurralado pelo sua imagem ideal e a verdadeira. A todo custo tenta se manter como quer, lutando contra inimigos invisíveis, mas que tem um poder devastador. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fim disso eu não sei, outra coisa (só mais uma das incontáveis) que sempre, por toda a eternidade, vai variar. A loucura e a morte podem ficar a um passo uma da outra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Exatamente por isso que a melancolia é uma parceira das mais confiáveis. Ouvi não sei de quem a seguinte frase:&lt;em&gt; "A felicidade é efêmera, enquanto a melancolia é eterna" . &lt;/em&gt;Gostei dessa frase. Me faz muito sentido. A felicidade, a alegria são coisas tão frágeis que podem se perder com a maior das facilidades Enquanto a velha tristeza é sólida como um monolito. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não, eu não vivo num mundo de trevas, de remorsos, sofrimentos. Isso seria burrice. O que eu penso, é que é muito fácil conciliar as duas coisas. Lidar com a tristeza é o meio de se manter equilibrado, e estando equilibrado, ciente de si mesmo, conhecedor dos próprios meandros, as felicidades virão. Também irão, inevitavelmente, mas de qualquer modo se estará pronto para abraçar novos contentamentos. Simples assim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O lado obscuro do mundo. Quase todas as sociedades e culturas apregoam esse ideal de ambiguidade, de bem e mal, luz e sombra, vida e morte. E todos, sim, todos, tem razão. A existência é uma gigantesca ambiguidade, de contrapontos, de dualidades. Dia e noite, sol e lua, vida e morte, homem e mulher, alegria e tristeza, ignorância e sabedoria e uma infinidade de situações que se antagonizam eternamente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Temos tudo isso dentro de nós. Temos a luz e a sombra, o bem e o mal; não há nínguem puro ou imune. Somos todos feitos da mesma carne, padecemos dos mesmo medos e dúvidas, temos potencialidades e defeitos semelhantes. Não há porque não ser triste e também não há porque não ser alegre.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pessoalmente gosto do pequeno detalhe daquela capa em que se veem sombras, vultos, no meio de uma floresta escura, a frente de um lago. Creio ser uma analogia. A floresta escura é o próprio interior de cada um, o lago seria uma passagem para outros mundos, um portal turbulento e de difícil trato, e os vultos, os nossos fantasmas. Tenho uma quase convicção de que isso seja apenas uma alucinação de minha mente, mas essa alucinação me faz sentido. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A sombra existe para o sol, e vice-versa. Depois da noite vem o nascer do sol. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E também nínguem é triste para sempre. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3179944632496679931?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3179944632496679931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3179944632496679931' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3179944632496679931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3179944632496679931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/08/alegre-melancolia-existencailista.html' title='Alegre Melancolia Existencialista'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/Snxu8TWWXFI/AAAAAAAAADg/aK0xUFymXWc/s72-c/folder+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-4548939433164526808</id><published>2009-07-03T17:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T12:05:19.933-07:00</updated><title type='text'>Deus(es)?</title><content type='html'>Uma curiosa frase que li numa epígrafe de livro: "Deus é uma palavra que o homem inventou para explicar o mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me identifiquei com essa peculiar ideia da qual o autor nem lembro mais quem é. Uma mente doentiamente lúcida tem certa implicância em ter qualquer certeza a respeito de Deus. Sinceramente não tenho conclusão nenhuma para essa história. Me agrada o conceito de Deus; lucidez à parte, acredito que para quase todas as pessoas em cima dessa terra estar a frente de um enigma tão profundo como a origem do mundo e de si mesmo é algo completamente inquietante e até certo ponto assustador.&lt;br /&gt;Uns defendem a ciência, de cálculos ou equações. Outros se apegam na fé, no Deus.&lt;br /&gt;Pois bem, plantado no entre o ceticismo e a fé, eu me acho completamente sem rumo. Observo com muita convicção as descobertas da ciência, com as quais me obrigo a concordar, pois fazem sentido e tem uma lógica perfeita. Mas por um outro lado, é impossível me desligar da ideia de Deus. Um paradoxo, sim, um perfeito paradoxo. Pois o certo seria defender uma tese ou posição, ser de um lado ou outro, e não ficar se equilibrando em cima da borda do muro que divide as duas possibilidades.&lt;br /&gt;Poderia muito bem isso ser alcunhado de covardia. Mas certas coisas me fazem discordar desse quase plausível argumento. Raciocínio frio e científico não mantém relações das mais estreitas com o sentimentalismo da fé. Dessa forma, podemos reparar que estamos entre extremos, ou se é cientista ou fiel.&lt;br /&gt;Ora pois, não sou nem um nem outro.&lt;br /&gt;Não tenho o profissionalismo nem a mente crítica de um cientista, e muito menos a emoção profunda pelo espírito religioso. Na grande, quase total, maioria das vezes, me posiciono como simplesmente mero observador sem conhecimentos profundos. Vejo, ouço, penso e não chego a conclusão nenhuma. E se chego, é uma conclusão que faz sentido tão somente para mim mesmo. Seria uma espécie da agnosticismo; afirmar que esse conhecimento superior, existencialista, está longe de mais de minha mente limitada.&lt;br /&gt;Mas também não é por aí. Tenho sérias implicâncias com o agnosticismo, que em muitos e muitos casos serve para disfarçar uma verdadeira covardia, ou que também transforma o indivíduo num ser arrogante e que quer a todo custo se livrar das responsabilidades que uma posição dentro desse tema implicasse. Um falso discípulo socrateano, que anuncia que a única coisa que sabe é que não sabe de nada.&lt;br /&gt;Tentar aliar as duas coisas é algo bem complexo. Admito que inúmeras vezes divaguei sobre isso, pensando como explicar os fenômenos científicos por uma ótica supostamente divina. Difícil, quase impossível. Eu sou um ninguem, e essas questões não me corroem tanto, mas outros homens de destaque e respeito na história consumiram suas vidas tentando encontrar respostas. Mas nisso surge a questão: para que respostas? Elas irão mudar nosso destino fúnebre?&lt;br /&gt;Não, não vão. Mas o homem é o ser mais curioso que já andou por estas bandas do universo. E sente reduzido quando sabe que não entende algo, um tipo de desperdício de intelecto. Isso é estranho e confuso, mas me parece ser verdade.&lt;br /&gt;Ao longo dos milênios deuses ascenderam e despencaram, nasceram e morreram, apareceram e sumiram.&lt;br /&gt;No ocidente acreditamos em monoteísmo. Mas no oriente, na África, na Oceania,no mundo nórdico acredita-se numa enormidade infinita de deuses e divindades. Quem tem razão. A arrogância filosófica do ocidente ou a sabedoria milenar do oriente?&lt;br /&gt;Óbvio que eu não tenho respostas. E ninguem as tem.&lt;br /&gt;A existência não passa desse jogo sem fim de questões. Estamos todos fadados a buscar respostas para questões que muito provavelmente são apenas frutos de nossa prodigiosa imaginação.&lt;br /&gt;Uma visão simplista e relativamente coerente: somos nossos próprios deuses. Deus vive em mim, ele é eu, e eu sou ele. O meu Deus não o mesmo que o seu ou o de ninguem. Deus então seria uma exclusividade, que nunca se repete, sempre diferente.&lt;br /&gt;Sim, pelo visto Deus foi mesmo apenas uma palavra para explicar o mundo. Ele nasceu da imaginação, da capacidade de pensar. Logo, meu Deus será minha imaginação.&lt;br /&gt;Acredito que minhas filosofias não tenham sentido, minhas ideias deem círculos e não vão a lugar nenhum.&lt;br /&gt;Certo,sem problemas. Mas as de quem fazem sentido e levam a algum lugar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-4548939433164526808?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/4548939433164526808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=4548939433164526808' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4548939433164526808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/4548939433164526808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/07/deuses.html' title='Deus(es)?'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-469295066539735122</id><published>2009-06-21T10:31:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T11:10:21.979-07:00</updated><title type='text'>É sim, eu não bebo</title><content type='html'>Algumas vezes me causa espanto a reação da pessoa para quem eu digo isso.&lt;br /&gt;Por algum motivo que me soa quase como maçônico, é uma regra imprescindível da sociedade moderna ser um pingunço inveterado, e tirar onda de "bonzão" disso. Se o indivíduo sair para uma festa e voltar para casa sóbrio, estará cometendo um pecado dos mais graves do repertório da religião frívola-mundana.&lt;br /&gt;Pessoalmente não consigo compreender qual a razão de se ficar de porre. Também me estranho observar como se pode gostar de uma coisa com gosto tão ruim como bebidas alcoolicas. Cerveja, vinho, chachaça, whisky, vodka.... tanto faz. Tudo tem o mesmo gosto ruim. Isso sem levar em considerações os efeitos dessa substância no organismo.&lt;br /&gt;Uns me dizem que o alcool faz criar coragem. Outros que só porque é bom. E tem os que enchem a cara simplesmente para ficar de porre. Bem, não sei se o problema é com eles ou comigo. Se os estranhos são eles ou eu. O mais provável disso é que eu seja um ser estranho e incomum nesse mundo; mas levando em conta a quantidade de coisas absurdas que já pude observar pelo comportamento "normal" , fico muito bem sendo uma criatura estranha e bizarra que não gosta de alcool.&lt;br /&gt;Certa feita li um livro chamado &lt;em&gt;"Até o mais amargo fim",&lt;/em&gt; de uma cara austríaco chamado Johannes Mário Simmel. Nele se conta a história de um ator fracassado e alcoolatra que se usa das mais baixas artimanhas para reascender ao estrelato e ao sucesso. Esse homem é doente, extremamente doente, principalmente em decorrência do cosnumo exagerado de bebida. Ao longo da trama se desenrola as misérias desse viciado, até o momento em que ele se vê obrigado a se tratar. E é nesse ponto que me impressionei definitivamente com essa história. Na clínica onde o ator tenta se recuperar, o médico lhe dá sermões a respeito do que o alcool representava ara a sociedade do século XX.&lt;br /&gt;Achei tudo simplesmente perefeito. De uma sensibilidade e realidade crua e direta. O alcool foi "O mal do século", e até os dias de hoje ainda ronda muita gente fraca e sem estrutura psicológica. Em minha singela, modesta e desprezível opinião, qualquer pessoa que se apegue demais nesse artifício de efêmera felicidade e auto-realização, é totalmente oca por dentro, perfurada por dúvdas, incertezas e frustrações, que se extravasam por esse meio tão pouco ortodoxo.&lt;br /&gt;A inerente covardia da raça humana pode igualmente ser um fator significante. O alcool encoraja, como já mencionei, e faz com que os medos se apequenem, fazendo com que surja um sentimento de onipotência e intocabilidade, que na maioria das vezes é trágico. O alcool traz uma ilusão, que se acaba num certo espaço de tempo; então, o fraco quer sentir aquilo de novo, e se embebeda outra vez. Isso se torna um círculo, o vício nasce e se apodera do corpo e da alma. Um caminho sem volta.&lt;br /&gt;Egocentrismo e vaidades à parte, tenho orgulho em dizer que nunca tomei um porre, e nem pretendo o fazer. Não me sinto superior a ninguem por cuasa disso, nem melhor nem pior, apenas tenho uma forma mais lúcida e crua de ver o mundo. Meus olhos são mais abertos, veem mais coisas, isso sim é uma virtude, mas que se não usada com parcimônia, também acaba como um problema: o problema da altivez.&lt;br /&gt;Prefiro ser um capitalista, verme de sistema, e tomar Coca-Cola mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-469295066539735122?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/469295066539735122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=469295066539735122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/469295066539735122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/469295066539735122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/06/e-sim-eu-nao-bebo.html' title='É sim, eu não bebo'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-6296913675269677427</id><published>2009-05-30T10:32:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T11:09:13.168-07:00</updated><title type='text'>Nós não precisamos de Heróis</title><content type='html'>Heróis. Todo mundo gosta deles, é impressionante. Mas eu não gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa figura curiosa idealizada lá pelos fins do século XVI deixa entender uma porção de coisas a respeito de nós mesmo e das inúmeras gerações que nos antecederam por cima desta miserável terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é óbvio que os tais de heróis existem a tempos imemoráveis. Certamente todas as culturas já tiveram (ou ainda tem, vai se saber) os seus heróis. Mas por que diabos nós precisamos deles? Sinceramente não sei.&lt;br /&gt;Mesmo não sabendo o motivo real, nutro uma teoria. É muito provavél que essas ideias nem da minha cabeça tenham realmente brotado, mas sim moldadas a partir de ideias de outras pessoas captdas ao léu na imensidão do mundo literário. Mas isso pouco importa; seria mais ou menos assim:&lt;br /&gt;O homem é fraco. Muito fraco. Disfarça sua fraqueza com a intelectualidade que desenvolveu ao longo dos séculos, defendendo assim sua superioridade em relação as demais criaturas que andam por aí. Muito bem, são fracos, medrosos, apavorados e sem motivação desapegada para com nada, e exatmente por isso, estando conscientes disso tudo, ineventam figuras daquilo do que queriam ser: fortes, corajosos, valentes e destemidos. Sua única virtude transforma-se em sua arma: a inteligência. Logo, não conseguindo obter esses ideais, ele os cria em criaturas imaginárias que propaga aos quatro ventos como sendo o modelo de homem de verdade. O Herói.&lt;br /&gt;Pode até se imaginar que isso não tenha nada demais, que seja natural e irrisório. E por um lado até que é mesmo, só que na maioria das vezes o único que sabe quer isso não passa de umas invecionice de um covarde é o próprio autor. Enquanto o idealizador se conforma com a ignobilidade, iludindo-se com suas imaginações, os que ainda mais mundanos e fracos levam aquilo á sério, transformando a figura do herói como sua meta maior da existência.&lt;br /&gt;E eis que é aí que mora o maior de todos os ledos enganos: todos querem serem heróis; mas sua natureza abobada e covarde nunca permitirá, levando de uma frustração a outra, num ciclo eterno de desilusões e fracassos.&lt;br /&gt;Triste, deverás triste.&lt;br /&gt;Mas o maior dos divertimentos humanos é se enganar. Fechar os olhos para a realidade se apegar ferozmente às idealizações, imaginadas por pessoas tão fracas quanto. Idealizações, idealizações e mais idealizações..... Durante quase toda sua história o ser humano não passou de um produto de produção em série, que se obriga a seguir modelos para tudo, de conduta, aparência, posses e ideais. A origininalidade que o intelecto poderia trazer nunca nem existiu.&lt;br /&gt;Estamos todos agrilhoados num mundo sem saída ou escapatória. Quem não é igual ou é louco ou perdedor, um relés idiota, um verme insignificante que não é digno de qualquer atenção ou respeito. Como diria o Metallica: "Sad but true".&lt;br /&gt;Toda essa patavina ainda por cima é mergulhada numa incoerência sufocante. Ora pois, nessa sociedade falida e pútruida, todos tem a obrigação cívica e moral de serem iguais, meras cópias em preto e branco uns dos outros; mas como então se explica a necessidade dos seres superiores, fortes e corajosos? Os heróis? Certamente a única resposta que qualquer um chegaria é: "Sei lá".&lt;br /&gt;Uma campanha de televisão diz que o que move o mundo não são as respostas, mas sim as perguntas. E não vejo nada mais verdadeiro que isso, pois sempre que se encontra uma resposta, brotam outras tantas questões a partir dela. E se por acaso se acha-se um motivo para aquela questão acima, surgiriam mais e mais perguntas, tentando se entender a piada da existência.&lt;br /&gt;Um sujeito chamado Tobias Sammet escreveu uma letra que dizia assim:&lt;em&gt; "We are falling - falling to rise /Pain is the guide out of the wastelands / We don't need a hero" . &lt;/em&gt;Mais adiante fala-se em que não precisamos de charlatões que nos mostrem a luz. Por essas e por outras que eu adoro esse cara.&lt;br /&gt;Não, não precisamos de heróis. Se por um acaso do imprevisível destino a humanidade abrir seus olhos há muito lacrados, se verá o quanto eles são estúpidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-6296913675269677427?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/6296913675269677427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=6296913675269677427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6296913675269677427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6296913675269677427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/05/nos-nao-precisamos-de-herois.html' title='Nós não precisamos de Heróis'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-3937747863415738829</id><published>2009-04-13T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T18:10:36.053-07:00</updated><title type='text'>Flmes que não vi</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SePiQurt_SI/AAAAAAAAACw/P4AazWuSBqM/s1600-h/solid%C3%A3o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324347961519242530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 159px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SePiQurt_SI/AAAAAAAAACw/P4AazWuSBqM/s320/solid%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É impressionante a forma como o tempo passa. Parece até um filme Holywoodiano de última classe, cheio de idealizações e cenas previsíveis, onde o desfecho não passa de ilusão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um mundo moderno cheio de novidades que se empilham umas sobre as outras a todo momento, num fluxo que não se pode por mais freios, se desenrola de uma forma transloucada bem na nossa frente. Nossas pobres mentes são saturadas por notícias que se repetem incessantemente durantes os noticiários de hora em hora. Somos expostos a uma gama tão grande de coisas, que na maioria das vezes não entendemos nem a metade, mas do mesmo jeito a informação fica retida em algum ponto obscuro de nossa memória, fermentando mais e mais com os outros entulhos que vem chegando sem parar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bons eram os tempos em que as pessoas viviam sem saber quase nada sobre o mundo. Viviam suas vidas e se preocupavam só com os seus problemas, e não se martirizavam pelos "dramas" alheios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas hoje, com a absurda interação proporcionada pelos meios modernos de comunicação, nos sentimos muito próximos a pessoas que sequer conhecemos, que se não aparecessem por seja lá o que for na mídia, não daríamos a menor falta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É estranho ver como existe uma relação paradoxal entre as importâncias dos acontecimentos. As pequenas futilidades do dia-a-dia várias vezes ganham proporções épicas e avassaldoras. Uma lâmpada queimada se torna um crime infinitamente pior que o genocído de Ruanda nos anos 90, ou a fome que aflige os somalianos e os sudaneses, que além da fome precisam driblar guerras cívis que destruíram suas famílias e suas tradições. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos enlouquecendo. Enlouquecendo na pseudo lucidez do mundo globalizado. A saturação midíatica nos faz nos reduzirmos as nossas excentricidades e egoísmos, que refletem em casos de interação com tolices cultivadas pelos próprios meios da imprensa sensacionalista, maquiados na hipócrita indignação inerte, inpulsionada pelos interesses mais baixos possíveis. Enquanto isso pessoas morrem dos jeitos mais tenebrosos e desumanos, ao mesmo tempo que as classes medianas vivenciam os dramas da novela das oito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mundo é definitivamente uma loucura. Uma loucura de sentimentos ganaciosos e mesquinhos que tiram o tempo de tudo. Os hábitos saudáveis são indiscriminadamente deixados de lado em detrimento à busca do dinheiro e à fútil felicidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um bom filme num sábado tranquilo...... Utopia. A ganância não permitiria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E são tantos os filmes que eu não vi.....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-3937747863415738829?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/3937747863415738829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=3937747863415738829' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3937747863415738829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/3937747863415738829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/04/flmes-que-nao-vi.html' title='Flmes que não vi'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SePiQurt_SI/AAAAAAAAACw/P4AazWuSBqM/s72-c/solid%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-6915731169980169916</id><published>2009-02-26T16:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-26T17:09:58.849-08:00</updated><title type='text'>Tempo, tempo, tempo......</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#ff0000;"&gt;Muito tempo. Tempo demais até. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Talvez um défcite criativo? Pode ser que sim, pode ser que não. Outras preocupações remetem ao esquecimento de outas coisas tão ou até mais importantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Pois bem, o tempo do ócio anda por seus últimos instantes, e o tempo passa a correr de uma outra forma: a forma dos penamentos......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-6915731169980169916?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/6915731169980169916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=6915731169980169916' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6915731169980169916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/6915731169980169916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2009/02/tempo-tempo-tempo.html' title='Tempo, tempo, tempo......'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-332358216391233242.post-869448329278884856</id><published>2008-10-13T18:20:00.000-07:00</published><updated>2009-02-26T16:42:42.843-08:00</updated><title type='text'>Tudo tem o seu começo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SPqJKnHLxWI/AAAAAAAAAB4/XLERHhHNfio/s1600-h/Fullmoon%2520Darkness.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258666330299286882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SPqJKnHLxWI/AAAAAAAAAB4/XLERHhHNfio/s400/Fullmoon%2520Darkness.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SPP2ZHguSTI/AAAAAAAAAAo/ePFUaVyXCg0/s1600-h/Tree.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256816101444962610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SPP2ZHguSTI/AAAAAAAAAAo/ePFUaVyXCg0/s320/Tree.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Decidi criar este blog para poder ter um lugar onde escrever tudo o que me vem em mente. Todos nós precisamos de algum tipode subterfúgio. Tomei o nome de Lobo da Estepe por opção literária, óbviamente tendo lido o livro homônimo de Herman Hesse. Isso explica-se pelo fato de eu ter me identificado bastante com os estranhos conflitos pessoais que o personagem principal do livro sofre, não que eu seja também um completo desagregado da sociedade, mas eu também acabo sentido algum tipo de repulsa pelos modos como o mundo atual acontece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Acho deverás estranho os comportamentos da maioria das pessoas, provavelmentte tanto quanto elas achem o meu estranho. Portanto, precisava encontrar uma saída para meus questionamentos, mesmo os absurdos e fantasiosos. Quero só falar, mostrar alguns escritos, contos quem sabe, para com eles deixar algum tipo de marca, e se acaso alguém vier a realmente ler isso, que pense e reflita, e passe a entender um pouco mais as controversas formas como se comportam os espíritos humanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Não tenho ambição nenhuma de mudar a vida de nínguem, não posso ser tão pretencioso, meu talento literário talvez nunca chegue nesse ponto, e então, meu único objetivo seria compartilhar um pouco das minhas idéias com quem estiver disposto a analisa-las com relativa atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Pode até parecer covardia um sujeito ter de colocar tudo na internet em vez de ser franco e direto com seus convivas, e falar tudo o que pensa, se impondo e se fazendo presente no suposto meio cultural. Mas tenho um argumento para justificar essa escolha: seria algo próximo à intolerância. Sim, isso soa estranho, mas é verdade. Um tipo de intolerância fortemente ligado ao medo do que não se pode(ou não se quer) entender, e do que é aparentemente diferente, estranho, esdrúxulo e motivo de uma forma muito sutil de desprezo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Pode até ser covardia, mas uma covardia impulsionada pelo cansaço de tanto tentar e não ser ouvido, ou não, talvez simplesmente pelo descaso desse tentar ou pura incopetência na fala oral e no relacionamento inter-pessoal. Tudo isso são hipóteses, as quais não posso prometer resposta alguma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;No mais seria isso. Não escolho, não defino, não delimito temas, prefiro deixar de lados preconceitos e idéias pré-formatadas, escrevendo conforme a situação, deixando-me levar pelo incompreensível andar das coisas do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/332358216391233242-869448329278884856?l=jgutheil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jgutheil.blogspot.com/feeds/869448329278884856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=332358216391233242&amp;postID=869448329278884856' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/869448329278884856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/332358216391233242/posts/default/869448329278884856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jgutheil.blogspot.com/2008/10/tudo-tem-o-seu-comeo.html' title='Tudo tem o seu começo'/><author><name>Júlio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12415944646727811525</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/TPguj5120QI/AAAAAAAABX4/KIhbQscgR34/S220/Imagem1157.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xqKPzoDcRNI/SPqJKnHLxWI/AAAAAAAAAB4/XLERHhHNfio/s72-c/Fullmoon%2520Darkness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
